Pular para o conteúdo

Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Política MT

Câmara de Cuiabá analisa renúncia de suplente e deve definir próximos passos em cinco dias

Procuradoria-Geral avalia se Antônio Lemes abriu mão apenas do mandato temporário ou da própria condição de suplente de Jefferson Siqueira.

Redação Assembleia News2 min de leitura
WhatsApp
Câmara de Cuiabá analisa renúncia de suplente e deve definir próximos passos em cinco dias

A Procuradoria-Geral da Câmara Municipal de Cuiabá analisa a legalidade da renúncia do vereador Antônio Lemes de Paula (PSD), que assumiu temporariamente a vaga de Jefferson Siqueira (PSD). A previsão é que o parecer seja concluído em até cinco dias, conforme comunicado da Casa.

A manifestação jurídica deverá esclarecer os efeitos da decisão anunciada por Lemes em plenário no dia 15 de outubro. Somente depois da conclusão da análise, a presidente da Câmara, Paula Calil (PL), definirá os encaminhamentos, incluindo a possibilidade de convocação de outro suplente.

Em nota, a Câmara afirmou que a análise busca garantir legalidade, transparência e segurança jurídica. Um dos pontos centrais é determinar se Lemes renunciou apenas ao período restante do mandato temporário ou se abriu mão da própria condição de suplente.

“A análise busca esclarecer se a manifestação se refere exclusivamente ao período restante do exercício temporário do mandato, na condição de suplente convocado, ou se representa a renúncia à própria condição de suplente”, informou a instituição.

Entenda a disputa

Antônio Lemes assumiu a cadeira em 21 de julho, após Jefferson Siqueira solicitar licença de 120 dias para tratar de assuntos particulares. A previsão inicial era que o suplente permanecesse no cargo até 13 de novembro.

Durante o período, surgiram divergências políticas relacionadas à eleição para a presidência da Câmara. Lemes afirmou que o rompimento com o titular ocorreu porque Jefferson defendia a candidatura de Ilde Taques (Podemos), enquanto ele optou por apoiar Paula Calil.

A disputa pela presidência envolveu articulações para alterar o regimento interno da Câmara, com o objetivo de permitir a reeleição do ocupante do cargo na mesma legislatura. Paula Calil, porém, desistiu de tentar a recondução após não conseguir reunir consenso em torno de seu nome. Ilde Taques venceu a eleição.

Pedido de retorno foi negado

Antes de anunciar a renúncia, Lemes havia solicitado o retorno de Jefferson Siqueira ao mandato. O pedido foi negado pela Procuradoria-Geral da Câmara, sob o entendimento de que deveria ser respeitado o período mínimo de 120 dias da licença.

A Câmara informou que mantém o entendimento de que Siqueira não deverá reassumir antes do fim desse prazo.

Caso a análise conclua que Lemes renunciou à própria condição de suplente, ele não poderá ser convocado novamente durante a atual legislatura para ocupar a vaga em caso de novo afastamento do titular.

#Vereador relata pressão política

Ao comunicar a renúncia em plenário, no dia 15 de outubro, Antônio Lemes alegou motivos pessoais. Posteriormente, passou a acusar o titular da vaga de exercer pressão política para que deixasse o cargo.

A Procuradoria-Geral informou que poderá realizar diligências e solicitar esclarecimentos adicionais para determinar o alcance da manifestação apresentada pelo vereador.

A decisão final sobre os próximos encaminhamentos caberá à presidência da Câmara, após a conclusão do parecer jurídico.

Mais em Política MT

Ver editoria