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Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Política Nacional

12 mulheres são eleitas para o Senado em resultado histórico celebrado pelo SenaDonas

Após as urnas, o SenaDonas agradece às mulheres que fizeram parte desse movimento: aquelas que acompanharam e compartilharam a campanha, buscaram informações, conversaram sobre o tema e levaram o debate para dentro de casa, para grupos de amigas, famílias e diferentes espaços de convivência.

Redação Assembleia News3 min de leitura
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12 mulheres são eleitas para o Senado em resultado histórico celebrado pelo SenaDonas

Doze mulheres foram eleitas para o Senado nas eleições de 2026, o maior número de senadoras escolhidas em um mesmo pleito desde a redemocratização. O marco é celebrado pelo SenaDonas, campanha que, nos últimos meses, levou às ruas e às redes o debate sobre a baixa presença feminina na Casa e colocou em evidência a importância do voto para ampliar a participação das mulheres nos espaços de decisão.

Das 54 vagas em disputa neste ano, 12 foram conquistadas por mulheres. Foram eleitas Mara Rocha (Republicanos-AC), Marina JHC (PSDB-AL), Rayssa Furlan (Podemos-AP), Luizianne Lins (Rede-CE), Michelle Bolsonaro (PL-DF), Bia Kicis (PL-DF), Gracinha Caiado (União-GO), Marília Campos (PT-MG), Marília Arraes (PDT-PE), Samanda de Lula (PT-RN), Teresa Surita (MDB-RR) e Carol de Toni (PL-SC).

O desempenho supera as últimas eleições em que dois terços do Senado foram renovados. Até então, o recorde pertencia ao pleito de 2002, quando oito mulheres foram eleitas. Em 2018, também com 54 cadeiras em disputa, sete candidatas conquistaram mandatos.

Com a nova composição, a bancada feminina deve passar das atuais 15 para 18 integrantes a partir de 2027, considerando também suplentes que estiverem no exercício do mandato. Nesse cenário, as mulheres representarão 22,2% das 81 cadeiras da Casa.

O Distrito Federal também registrou um feito inédito. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis foram eleitas simultaneamente e se juntarão a Damares Alves (Republicanos), cujo mandato segue até 2031. Pela primeira vez, as três cadeiras do DF no Senado serão ocupadas por mulheres.

O marco chega após meses de mobilização do SenaDonas, iniciativa criada para aproximar as mulheres do debate sobre o Senado e chamar atenção para a desigualdade de gênero nos espaços de poder. Antes das eleições, apenas 15 das 81 cadeiras da Casa eram ocupadas por mulheres, embora elas representem mais da metade da população brasileira.

Ao longo da campanha, o SenaDonas levou informação sobre o papel do Senado, a renovação de dois terços da Casa em 2026 e um ponto fundamental desta eleição: cada eleitor tinha direito a escolher dois nomes para o cargo. A mobilização saiu das redes, ocupou as ruas e ganhou o apoio de diferentes nomes da cultura, do entretenimento e da comunicação.

Atrizes como Camila Pitanga, Luana Piovani, Agatha Moreira, Letícia Spiller e Juliana Didone estiveram entre as artistas que usaram suas redes para apoiar a mobilização e ampliar a discussão sobre a presença feminina no Senado. Em vídeos e publicações, elas chamaram atenção para a sub-representação das mulheres na Casa e apresentaram o Guia SenaDonas como ferramenta para que eleitoras pudessem conhecer e pesquisar as candidaturas femininas antes de definir seus votos.

A mobilização reuniu ainda nomes como Zezé Motta, Bruna Griphao, Camila Pitanga, Agatha Moreira, Letícia Spiller, Mariana Xavier, Laila Zaid, Juliana Didone, Preta Rara, MC Luanna entre outras personalidades que aderiram à iniciativa.

Após as urnas, o SenaDonas agradece às mulheres que fizeram parte desse movimento: aquelas que acompanharam e compartilharam a campanha, buscaram informações, conversaram sobre o tema e levaram o debate para dentro de casa, para grupos de amigas, famílias e diferentes espaços de convivência.

O recorde de 2026, no entanto, também expõe o tamanho do caminho que ainda precisa ser percorrido. Mesmo com o aumento previsto para a próxima legislatura, as mulheres continuarão ocupando pouco mais de um quinto das cadeiras do Senado.

Mais mulheres foram eleitas. Mais mulheres estarão onde algumas das principais decisões do país são tomadas. É um avanço histórico, mas ainda não é igualdade.

Para o SenaDonas, a mobilização não termina com o fechamento das urnas. Ampliar a presença feminina na política segue sendo uma construção coletiva - antes, durante e depois das eleições.

“Quem cuida também precisa decidir.”

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