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Roteiros de atuação incentivam interatividade social e inovação

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A Procuradoria de Justiça Especializada do Patrimônio Público encaminhou roteiros de atuação aos promotores de Justiça incentivando a interação com a sociedade e a inovação nos métodos de trabalho como forma de garantir a valorização e preservação do patrimônio público. Com os temas “Diálogos Sociais” e “Interatividade Social e Administrativa para Incremento da Proteção ao Patrimônio Público”, os dois roteiros têm como escopo o empoderamento da sociedade e o fortalecimento do controle social da gestão pública para minorar os desajustes evidenciados na área.

“Além do escopo de empoderamento da comunidade para participar da gestão das políticas públicas, a matéria-prima para a discussão do tema Patrimônio Público com a sociedade é a repercussão em conjunto sobre as verdadeiras causas das desconformidades, constatadas na lida diária das Promotorias de Justiça. Esse debate, todavia, não pode ser reativo e sim proativo, pautando aspectos que se assumidos pelos diversos setores da vida em comunidade, culminarão em mudanças em curto, médio ou longo prazo”, ressaltou o procurador de Justiça Edmilson da Costa Pereira.

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Ele destaca que para a mudança de paradigma é preponderante a inovação nos métodos de trabalho, dentro de uma perspectiva gerencial e não apenas circunscritas ao perfil do titular da Promotoria de Justiça. Enfatiza que os normativos já garantem a participação da coletividade na construção da política pública e as rotinas institucionais disciplinam os padrões para atuação e que, portanto, o grande desafio é “sintonizar essas ações para que a rede de controle social atue de forma integrada e harmônica, visando a preservação do patrimônio público”.

Disseminação de informações sobre as especificidades do patrimônio público e a promoção de efetiva interatividade entre os órgãos de controle social, segundo o procurador de Justiça são ferramentas essenciais para obtenção de resultados diferenciados na defesa do patrimônio público. Ele sugere aos promotores de Justiça a realização de palestras, audiências públicas, escutas sociais, reuniões presenciais e virtuais.

Acesse os roteiros Aqui:

Fonte: MP MT

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MP consegue decisão para reativação imediata da Escola Estadual Denis Manerich

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A 3ª Promotoria de Justiça de Alto Araguaia (a 415 km de Cuiabá) obteve na Justiça uma decisão liminar que impede a desativação da Escola Estadual Denis Manerich de Oliveira, localizada em Alto Taquari. A decisão determina que o Estado de Mato Grosso suspenda imediatamente o ato administrativo que fechou a unidade, reativando-a em até 72 horas, com a garantia de matrícula para todos os interessados e o fornecimento de professores e servidores em número adequado. O curto prazo se deve à proximidade do início do ano letivo.

Atendendo a um pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a decisão também estabelece que seja promovido um amplo debate com a comunidade escolar, incluindo a participação do Conselho Municipal de Educação e outras entidades, para avaliar alternativas de manutenção da escola ou a realocação dos alunos em outra unidade de ensino. Além disso, no prazo de 30 dias, o Estado deverá apresentar estudos técnicos que comprovem que o fechamento da escola é realmente benéfico para os alunos nos aspectos logístico, psicológico, cultural, social e pedagógico. O descumprimento da decisão acarretará multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 300 mil.

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Falta de justificativa levou MP a acionar a Justiça

A Ação Civil Pública foi ajuizada pelo promotor de Justiça Frederico César Batista Ribeiro após o recebimento de denúncias de mães preocupadas com o impacto do fechamento da escola para seus filhos. Um abaixo-assinado pedindo a permanência da unidade também foi apresentado ao MP. Ao questionar a Diretoria Regional de Educação (DRE) de Rondonópolis, a direção da escola e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), a Promotoria não recebeu respostas convincentes sobre os motivos do encerramento das atividades da escola.

“Assim como a comunidade escolar não foi esclarecida sobre o motivo do fechamento da escola com melhor avaliação pedagógica, o Estado também não apresentou ao Ministério Público critérios técnicos ou estudos que embasassem essa decisão”, destacou o promotor.

Após colher depoimentos, o MP apurou que:

  • O fechamento da Escola Estadual Denis Manerich foi decidido de forma unilateral pelo Estado;
  • Não houve reunião prévia com os pais dos alunos para discutir a decisão;
  • A Escola Carlos Irrigaray Filho, indicada como alternativa, não possui estrutura adequada para receber todos os estudantes da Denis Manerich e da escola municipal;
  • Alunos com deficiência podem ser prejudicados, pois não há comprovação de que haverá atendimento especializado na nova unidade.
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Com a decisão judicial, a comunidade escolar aguarda um posicionamento definitivo do Estado sobre o futuro da escola e de seus estudantes.

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