Mato Grosso

“Vigia Mais MT é uma referência e precisa ser levado para todo o país”, afirma secretário nacional

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“O Vigia Mais MT é uma referência para o país e precisa ser compartilhado não somente com o Ministério da Justiça, mas com todos os Estados brasileiros”, afirmou o secretário nacional substituto de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça, Rodney da Silva.

Rodney conheceu o programa de videomonitoramento do Governo de Mato Grosso, nesta segunda-feira (19.5), em visita a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Ele participou da abertura da 4ª edição do Curso de Planejamento de Operações de Repressão Qualificada da Senasp, que reúne policiais civis de todos os estados, em Cuiabá.

“Estou impressionado. Vou apresentá-lo ao ministro Ricardo Lewandowski (Justiça) e incluí-lo no Banco de Boas Práticas do ministério”, pontuou Rodney da Silva depois de conhecer o Vigia Mais MT em apresentação feita pelo secretário de Estado de Segurança, coronel PM César Roveri.

Além de conhecer o programa de forma técnica e operacional, o secretário nacional aprendeu sobre o modelo de parceria com os municípios, instituições e empresas, que ficam responsáveis pela instalação e manutenção das câmeras.

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Rodney também teve acesso a imagens, em tempo real, de câmaras de videomonitoramento instaladas em diversos municípios mato-grossenses, na Sala de Soluções da Sesp, anexa ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

Roveri também destacou que o Vigia Mais MT levou a queda nos índices criminais em todo o Estado. Um dos exemplos é a redução de 33% nos registros de roubos em 2024 em comparação com 2023. O titular da Sesp informou ainda que as imagens das câmeras são usadas como provas em processos criminais. “Temos a certificação das imagens que permitem que o Poder Judiciário aceite como provas de crimes”, observou.

“É impressionante o nível de evolução, capacitação, qualificação e os altos investimentos feitos pelo Governo do Estado no Vigia Mais MT”, avaliou o representante do Ministério da Justiça.

O secretário de Estado de Segurança se colocou à disposição, ele e a equipe técnica do Vigia Mais MT, para apresentar o programa ao ministro.

Participaram do encontro o secretário-adjunto de Integração Operacional, coronel Fernando Augustinho; o secretário adjunto de Inteligência, delegado Valter Furtado; o chefe de gabinete, tenente-coronel Alencar; o técnico do Vigia Mais responsável pela apresentação técnica, o tenente Leandro Alves, entre outros integrantes da equipe.

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Vigia Mais MT

Em Mato Grosso, já são 13,1 mil câmeras do Vigia Mais MT instaladas e integradas às centrais de operações da Segurança Pública e plataformas de acompanhamento via celular.

O programa de videomonitoramento 24 horas em segurança pública do Governo de Mato Grosso começou a ser implantado em 20 de março de 2023.

Por meio do Vigia Mais MT, o governo oferta gratuitamente as câmeras com equipamentos como nobreak, switch e armários aos municípios ou entidades, que firmam a parceria com assinatura de um processo de adesão. Quem adere, se responsabiliza com os custos da instalação e manutenção dos equipamentos.

Esses equipamentos estão em vias públicas, praças, rodovias e outros espaços públicos nos 128 municípios que, nesses dois anos, aderiram ao programa público de videomonitoramento.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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