Mato Grosso

Show Safra Educação destaca cursos profissionalizantes da Seduc para ampliar oportunidades no Ensino Médio

Publicado em

A oferta de cursos profissionalizantes para estudantes do Ensino Médio da rede estadual é um dos destaques apresentados pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) no estande do Show Safra Educação, novo núcleo do Show Safra Mato Grosso 2026, promovido pela Fundação Rio Verde entre os dias 23 e 27 de março, em Lucas do Rio Verde, a 332 quilômetros de Cuiabá.

Com um espaço estruturado para receber públicos diversos ao longo da programação, a Seduc leva ao evento uma ampla mostra de políticas educacionais, projetos pedagógicos, tecnologias e experiências formativas desenvolvidas na Rede Estadual de Ensino.

Entre os principais atrativos está a Política Pública de Educação Profissional e Tecnológica (EPT), voltada à preparação dos estudantes para o mercado de trabalho e para a vida em sociedade, por meio da oferta de cursos técnicos e profissionalizantes em diferentes áreas do conhecimento.

A proposta da política é aproximar a escola da realidade dos estudantes e das comunidades onde estão inseridos, considerando as demandas sociais, econômicas e produtivas de cada região.

Em 2025, a Educação Profissional e Tecnológica contou com 14.914 alunos matriculados nos 42 cursos, representando 12,7% do estudantes do Ensino Médio.

Para 2026 a projeção é ampliar a oferta em 22,2%, com 435 turmas e 27.944 alunos de 108 municípios, em cursos como Agropecuária, Agronegócio, Logística, Administração, Biocombustíveis, entre outros.

De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a presença da educação em um ambiente voltado à inovação e ao agronegócio reforça a importância de conectar o ensino às vocações econômicas de Mato Grosso.

Leia Também:  Empresas aderem ao Vigia Mais MT e reforçam segurança integrada em Mato Grosso

“Estar no Show Safra com a Educação Profissional e Tecnológica é afirmar que o futuro de Mato Grosso também começa na sala de aula. Quando a escola se aproxima dos setores que impulsionam a economia do Estado, ela amplia repertórios, desperta vocações e mostra ao estudante que aprender pode abrir portas concretas para a vida”, afirma.

Alan Porto destaca que a expansão da EPT, ampliada neste mês de março para o ano letivo de 2026, fortalece o compromisso do Estado com a formação integral dos jovens.

“Quando ofertamos cursos técnicos dentro da própria trajetória escolar, damos ao estudante a oportunidade de construir um projeto de vida mais sólido, com qualificação, perspectiva de futuro e mais condições de inserção no mundo do trabalho”, avalia o secretário.

Atualmente, a rede estadual passa a ofertar turmas de Educação Profissional e Tecnológica em 108 municípios, alcançando 275 escolas e disponibilizando 46 cursos. A modalidade está presente em todas as 12 Diretorias Regionais de Educação (DREs) e também na Diretoria Metropolitana de Educação (DME), ampliando o acesso dos estudantes a uma formação mais conectada às necessidades do presente e às oportunidades do futuro.

No estande da Seduc, o público também pode conhecer os componentes que estruturam essa política pública, entre eles os Itinerários Formativos e a oferta de cursos técnicos profissionalizantes em parceria com instituições como IFMT, Seciteci, Senai, Senac, Senar e Adunemat. A articulação com essas entidades amplia o alcance da formação e fortalece a relação entre escola, qualificação técnica e empregabilidade.

Leia Também:  Seduc divulga finalistas do Prêmio Mais Inglês Boas Práticas no Ensino de Inglês no Ensino Fundamental

Estudantes já matriculados em escolas com EPT podem efetuar a renovação de matrícula até abril de 2026. Alunos de outras unidades escolares da rede também podem se inscrever, desde que haja vagas disponíveis. As aulas ocorrem no horário regular de estudo, acompanhando a mesma grade horária da formação geral básica, com distribuição da carga horária definida em acordo entre a escola estadual e a instituição parceira.

Para efetivar a matrícula, os estudantes devem apresentar histórico escolar ou atestado de transferência, RG e CPF, certidão de nascimento ou casamento, comprovante de endereço, tipo sanguíneo e fator Rh, certidão de vacinação e atestado médico oftalmológico ou avaliação técnica de optometria.

O modelo da Educação Profissional e Tecnológica integra a educação básica à formação técnica e profissional, com o objetivo de preparar os estudantes tanto para o mundo do trabalho quanto para a continuidade dos estudos. Com oportunidades distribuídas em diversas áreas, a EPT está alinhada às vocações econômicas e produtivas locais, como agricultura, indústria, serviços, tecnologia, meio ambiente e inovação.

A variedade de cursos ofertados permite que os estudantes escolham percursos formativos mais alinhados aos próprios interesses, habilidades e projetos de vida. Para Alan Porto, esse é um dos maiores méritos desta política pública.

“A educação precisa fazer sentido para o estudante. Quando ele enxerga na escola uma ponte concreta para sua realização pessoal e profissional, o aprendizado ganha propósito e a formação se torna ainda mais transformadora”, conclui o secretário.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

Published

on

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

Leia Também:  Lacen realiza webinar sobre exames citopatológicos

Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Leia Também:  Sema realiza Trilha Interpretativa de Flora no Parque Mãe Bonifácia neste fim de semana

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA