A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) participou, de quinta-feira a sábado (11 a 14.3), da Conferência Nacional de Alto Nível em Hanseníase – Intensificando Esforços por um Brasil Livre da Hanseníase, no Rio de Janeiro.
O evento do Ministério da Saúde reuniu autoridades sanitárias, especialistas, gestores e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de como enfrentar a doença, que ainda representa um importante desafio de saúde pública no Brasil. Técnicos da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica e da Atenção à Saúde da SES participaram das oficinas e das discussões em grupo.
Para a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, a participação no encontro reforça o compromisso com o fortalecimento das ações de vigilância e assistência, especialmente em um contexto em que a hanseníase permanece como uma doença de relevância epidemiológica no país.
“O Estado está alinhado às estratégias nacionais e internacionais voltadas à eliminação da hanseníase como problema de saúde pública. A presença da equipe técnica de Mato Grosso no evento contribui para a construção de políticas mais efetivas e integradas no Sistema Único de Saúde [SUS]”, afirmou.
Além das discussões técnicas, a conferência também abordou a importância da formação e qualificação permanente dos profissionais de saúde, destacando iniciativas educacionais voltadas ao aprimoramento da atenção e da vigilância da doença nos territórios.
A superintendente da Escola de Saúde Pública, Silvia Tomaz, realizou uma palestra na tarde deste sábado (14) com o tema “Desafios da Formação Multiprofissional em Hanseníase”.
“A Escola oferece especialização para médicos e especialização Interprofissional em Atenção Integral à Pessoa com Hanseníase. Desde 2022, 37 médicos já foram habilitados para identificar precocemente os sintomas da hanseníase, evitando o diagnóstico tardio e cooperando com o cuidado das pessoas em Mato Grosso. Outros 23 médicos devem virar especialistas em abril”, explicou.
No final deste mês, a Escola fará a aula inaugural da segunda turma da Especialização Interprofissional para o Cuidado das Pessoas com Hanseníase, que vai formar mais 30 especialistas.
Saiba mais sobre a conferência
O encontro promoveu debates sobre vigilância, acesso aos serviços de saúde, inclusão social, inovação tecnológica e formação de profissionais para o enfrentamento da hanseníase.
Entre os temas abordados em painéis e mesas temáticas, estão os desafios atuais da hanseníase no Brasil e no mundo, estratégias para ampliar o diagnóstico precoce, o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, políticas de inclusão social para pessoas afetadas pela doença e o desenvolvimento de novas tecnologias para prevenção e tratamento.
O evento também reúne experiências de estados com diferentes cenários epidemiológicos, permitindo a troca de conhecimentos e estratégias para ampliar a detecção precoce, reduzir incapacidades físicas associadas à doença e combater o estigma que ainda cerca a hanseníase.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30.4), a Operação Rede Difusa para cumprimento de ordens judiciais com o objetivo de desarticular uma rede de distribuição de entorpecentes, pulverizada em pontos de comercialização em diversos bairros de Cuiabá.
Na operação, são cumpridos três mandados de prisão e cinco de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cuiabá.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), identificou a existência de uma estrutura criminosa caracterizada pela atuação pulverizada, com pequenos núcleos independentes de venda de drogas. Embora de baixa complexidade individual, os pontos formavam uma rede difusa de abastecimento e distribuição de entorpecentes na capital.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho, o cumprimento das ordens judiciais busca não apenas a responsabilização dos investigados, mas também a apreensão de substâncias ilícitas, valores oriundos da atividade criminosa e outros objetos relacionados ao tráfico de drogas.
“A operação busca o enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas, sobretudo às estruturas que, mesmo de pequeno porte, contribuem significativamente para a disseminação da criminalidade, como ocorrências de furtos, roubos e homicídios, e seus reflexos sociais”, disse o delegado.
As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a responsabilização criminal dos integrantes da rede.
Rede Difusa
O nome da operação faz referência à forma de atuação do grupo investigado, que operava de maneira descentralizada, espalhando pontos de venda em diferentes regiões da cidade, dificultando a repressão estatal e ampliando o alcance da distribuição de entorpecentes.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Renorcrim
As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência).
A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.AceitarLeia nossa política de privacidade
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.AceitarLeia nossa política de privacidade