Mato Grosso

Semana Nacional de Ciência de MT vai reconhecer pesquisadores com prêmios de até R$ 40 mil

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A 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Mato Grosso (SNCT/MT), que vai ser realizada entre 22 e 24 de outubro no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, vai reconhecer pesquisadores com prêmios de até R$ 40 mil.

Ao todo, 4 projetos foram aprovados na categoria Pesquisador(a) Destaque. Eles disputarão os prêmios ao participar da etapa de apresentação durante a 22ª SNCT/MT, que também será transmitida ao vivo pelo YouTube.

O modelo, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), prestigia legado científico, inovação e liderança acadêmica como bens públicos, e não apenas resultados pontuais.

“A criação e o fortalecimento dessa categoria tem como objetivo sedimentar uma cultura de valorização das carreiras que formam gente, orientam novas gerações, comunicam resultados e convertem conhecimento em soluções para o território. Reconhecer quem pesquisa é fortalecer o futuro de Mato Grosso. A gente cria cultura de valorização e atrai novos talentos para a ciência”, afirma o superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação da Seciteci, Cleiton Marino Santana.

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O prêmio seleciona trajetórias alinhadas ao tema da edição 2025 da SNCT/MT, “Planeta Água: cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”, admitindo abordagens interdisciplinares desde que apresentem resultados relevantes e comprovados para Mato Grosso, com ênfase em benefícios diretos ou indiretos à população e ao desenvolvimento regional.

Na vertente Pesquisador Destaque, exige-se também formação de recursos humanos com no mínimo cinco orientações de iniciação científica, cinco de mestrado e cinco de doutorado ao longo da carreira, sempre em diálogo com a temática do edital.

“Ao vincular produção qualificada, formação de recursos humanos e aderência estratégica à agenda da água, o prêmio desloca o foco do episódico para o estrutural, estabelecendo métricas que ajudam a orientar prioridades públicas e a inspirar as novas gerações da ciência em Mato Grosso”, destaca o superintendente Cleiton.

Panorama da 22ª Semana Nacional de Ciência em MT

Com 125 submissões e novas categorias, a 22ª Semana Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Mato Grosso (SNCT/MT) reforça o compromisso em valorizar trajetórias acadêmicas e o impacto social da pesquisa. Dos trabalhos submetidos, aproximadamente 60% foram aprovados, dentro dos critérios de enquadramento. São produções de alta qualidade, alinhadas ao tema central e distribuídas em todas as categorias: Graduação, Mestrado, Doutorado, Projeto de Pesquisa, Projeto de Inovação, Projeto de Extensão Tecnológica, Professor Pesquisador da Escola Pública e Pesquisador Destaque.

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Entre os projetos que o público encontrará durante a 22ª SNCT/MT, destacam-se iniciativas de tecnologia assistida, que integram neuro-robótica e programação para apoiar o aprendizado de crianças com TEA e TDAH, além de propostas de ensino de Química acessível por meio de jogo didático, pensado para pessoas com deficiência visual e daltonismo, com estratégias inclusivas também voltadas a estudantes no espectro do autismo. Os vencedores serão anunciados em 24 de outubro, no Centro de Eventos do Pantanal.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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