Mato Grosso

Segundo dia do Festival de Robótica intensifica disputas por vaga na etapa nacional

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O segundo dia do Festival de Robótica 2025 manteve o ritmo intenso de atividades nesta sexta-feira (14.11), no Sesi Papa e no Sesi Escola Cuiabá. O principal destaque é a disputa por uma vaga na nacional, em São Paulo, reunindo 24 equipes, sendo 249 estudantes de 20 escolas da Rede Estadual, dois do Sesi e dois visitantes.

Promovido pela Seduc-MT em parceria com o Sesi-MT e Senai-MT, o evento transformou a Capital no maior centro de tecnologia e inovação educacional do estado, reunindo centenas de estudantes em oficinas, disputas e apresentações. A programação segue até este sábado (15), com competições, mostras científicas e premiações.

Ao todo, 558 estudantes de 53 escolas estaduais participam do festival, que reúne projetos voltados à iniciação científica, pensamento computacional e criatividade. A expectativa é que cerca de 3 mil pessoas, entre alunos, professores e visitantes circulem nos três dias do festival.

Em paralelo, as equipes que disputam o torneio FLLC seguem concentradas nos desafios da temporada, que avaliam não só o desempenho técnico dos robôs Lego, mas também valores como cooperação, inovação e resolução de problemas.

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Para muitos participantes, o percurso até Cuiabá foi tão desafiador quanto a própria competição. É o caso da estudante Eduarda Santana Cardoso, de Confresa, que viajou cerca de 15 horas com sua equipe para participar da etapa regional.

“Cada teste, cada ajuste e cada noite estudando em detalhes o projeto me lembram do quanto nós queremos conquistar essa vaga na etapa nacional, em São Paulo. Estamos focados em fazer o nosso melhor e colocar em prática tudo o que estudamos”, afirmou.

Durante toda esta sexta-feira (14), as arenas de competição receberam disputas acirradas, que vão desde robôs autônomos cumprindo missões cronometradas até desafios de engenharia e simulações de problemas reais.

A cada rodada, as equipes demonstraram domínio crescente dos conceitos de robótica, além de habilidades socioemocionais como trabalho em equipe, comunicação e liderança. Professores e mentores acompanharam de perto a evolução dos grupos ao longo do ano letivo.

A programação diária, totalmente gratuita, ocorre das 8h às 18h e inclui competições da FIRST LEGO League (FLL), apresentações da FIRST Robotics Competition (FRC), a Mostra Científica, oficinas práticas e até um Campeonato de Cubo Mágico, que atraiu visitantes de todas as idades.

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Para a professora técnica da equipe Agrotech, Paula da Silva Menezes, o festival é mais do que uma competição. “A preparação foi intensa e cada etapa mostrou o quanto eles cresceram. Agora, às portas da nacional, sinto um orgulho imenso. Independentemente do resultado, eles já provaram que a educação transforma e abre caminhos”, destacou.

Além das disputas classificatórias da FLL, o festival também abre espaço para a Mostra Científica, que reúne 130 estudantes de 20 escolas estaduais apresentando soluções práticas e projetos inovadores.

Já a Mostra Robótica FRC reúne nove equipes do Senai, totalizando 144 estudantes, entre eles, 12 do Sesi Escola e 132 da rede estadual, que apresentam projetos de robótica avançada, protótipos e experimentos tecnológicos.

Com participação expressiva e engajamento dos estudantes, professores e instituições envolvidas, o Festival de Robótica reforça a consolidação de Mato Grosso como referência em educação tecnológica, aproximando ciência, criatividade e protagonismo juvenil da rotina escolar.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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