Mato Grosso

Seduc supera marca de R$ 1 bilhão investido no transporte escolar

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) apresentou, em 2025, um balanço positivo na política de transporte escolar, com a entrega de 94 novos ônibus destinados a 87 municípios. A iniciativa integra um esforço contínuo de renovação e ampliação da frota, fundamental para garantir o acesso e a permanência dos estudantes na escola, especialmente em regiões rurais e de difícil acesso.

Entre 2021 e 2025, os investimentos estaduais voltados à aquisição e manutenção do transporte escolar ultrapassaram R$ 1 bilhão, com a entrega de 1.111 ônibus aos 142 municípios mato-grossenses. Os números refletem uma política estruturada, que busca assegurar mais segurança, conforto e regularidade no deslocamento diário dos alunos da rede pública.

Somente em 2025, o Governo do Estado repassou aos municípios, por meio de 10 transferências financeiras, um total de R$ 136,3 milhões, recursos destinados ao custeio e à manutenção do serviço de transporte escolar. O aporte contribui para que as prefeituras mantenham a frota em funcionamento e atendam às demandas locais com maior eficiência.

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Além das entregas já realizadas, a Seduc firmou dois novos contratos para a aquisição de 300 ônibus escolares, sendo 150 do modelo ORE 1 e 150 do modelo ORE 2. A previsão é de que as entregas ocorram a partir de março de 2026. Do total contratado, 19 veículos ORE 1 e 100 veículos ORE 2 já foram recebidos pela Secretaria, reforçando o planejamento para os próximos anos letivos.

Para o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, o transporte escolar de qualidade é um dos pilares para a efetivação do direito à educação. “Garantir um transporte seguro e adequado é assegurar que o estudante chegue à escola com tranquilidade e dignidade. Isso faz toda a diferença, principalmente para quem mora longe das unidades de ensino”, afirmou.

Segundo o secretário, o impacto vai além da logística. “Quando o estudante tem a certeza de que vai chegar à escola em segurança, ele se sente mais motivado a permanecer nos estudos. Esse investimento reflete diretamente na redução da evasão escolar e na construção de um futuro melhor para crianças e jovens em todo o Estado”, completou.

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A renovação constante da frota também é apontada como estratégia essencial para aumentar a segurança no trajeto escolar e melhorar a qualidade do serviço oferecido. Em um estado de grandes distâncias territoriais como Mato Grosso, a política de transporte escolar torna-se decisiva para garantir equidade no acesso à educação, conectando comunidades e fortalecendo o vínculo dos estudantes com a escola.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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