Mato Grosso

Seduc realiza Aulões Itinerantes do Pré-Enem Digit@l MT a partir deste sábado (20)

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) realiza, a partir deste sábado (20.9), os Aulões Itinerantes do Projeto Pré-Enem Digit@l MT. As aulas serão realizadas no período de 20 de setembro até 18 de outubro, sempre aos sábados, em cidades escolhidas pela Diretoria Regional de Educação (DRE).

O projeto tem como objetivo apoiar e preparar os estudantes que residem nos municípios da regional e que não têm condições de participar das aulas presenciais.

Os professores do polo se deslocarão até os municípios selecionados pela regional para ministrar as aulas presenciais. As aulas são promovidas pelas 12 DREs e pela Diretoria Metropolitana de Educação (DME) e são direcionadas aos estudantes inscritos no projeto.

Além dos Aulões Itinerantes, o Pré-Enem Digit@l também oferece, por meio de cada DRE, aulas presenciais aos sábados nas escolas designadas como polo. Estudantes de outros municípios também podem acompanhar as aulas por meio da AVA Pré-Enem, disponível por meio do e-mail institucional.

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As aulas podem ser acessadas tanto pelos estudantes inscritos no Projeto Pré-Enem Digit@l quanto pelos estudantes da rede estadual de ensino, também utilizando o e-mail institucional.

Próximo às datas das provas do Enem, serão realizados os Aulões de Vésperas, que também ocorrerão aos sábados. Devido a logística e disponibilidade dos estudantes, as aulas poderão ocorrer antes.

Municípios onde ocorrerão os Aulões Itinerantes:

  • DRE Alta Floresta: Carlinda, Nova Canaã do Norte, Apiacás e Nova Monte Verde.
  • DRE Barra do Garças: Nova Xavantina, Água Boa, Canarana e Querência.
  • DRE Cáceres: Mirassol D’Oeste, São José dos Quatro Marcos e Porto Esperidião.
  • DRE Confresa: São Félix do Araguaia, São José do Xingu, Santa Terezinha e Novo Santo Antônio.
  • DRE Diamantino: São José do Rio Claro, Diamantino, Nova Marilândia e Arenápolis.
  • DRE Juína: Juara, Brasnorte, Aripuanã e Colniza.
  • DRE Matupá: Marcelândia, Terra Nova do Norte e Novo Mundo.
  • DME (Metropolitana): Chapada dos Guimarães, Jangada, Poconé e Santo Antônio do Leverger.
  • DRE Pontes e Lacerda: Campos de Júlio, Vila Bela, Jauru e Comodoro.
  • DRE Primavera do Leste: Campo Verde, Poxoréu, Paranatinga e Campo Verde.
  • DRE Rondonópolis: Alto Araguaia
  • DRE Sinop: Lucas do Rio Verde, Sorriso e Colíder.
  • DRE Tangará da Serra: Campo Novo Do Parecis e Sapezal.
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*Sob supervisão de Rui Matos

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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