Mato Grosso

Seduc lança pós-graduação para capacitar profissionais no atendimento a alunos com TEA

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) lançou nesta terça-feira (31.3) o Curso de Pós-Graduação e Formação Continuada, voltado à capacitação de profissionais da rede estadual para o atendimento a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa, que faz parte do Programa EducAutismo Mato Grosso, representa um avanço significativo na política de educação inclusiva no estado.

O evento, promovido no auditório da Seduc, em Cuiabá, reuniu autoridades, educadores e especialistas da área. Durante a abertura, representantes destacaram a importância da formação continuada para suprir lacunas ainda existentes na formação inicial de professores.

A secretária adjunta de Gestão de Pessoas, Lucimeire Alves Cassiano, destacou que o investimento na qualificação dos servidores é fundamental para garantir um atendimento mais humanizado e eficiente. “Estamos fortalecendo nossos profissionais para que tenham segurança e preparo no atendimento aos estudantes. A formação continuada é o caminho para transformar a realidade das nossas escolas”, pontuou.

Já a superintendente de Educação Inclusiva da Seduc, Paula Cunha, ressaltou que o programa representa um avanço concreto na consolidação da política inclusiva. “A inclusão precisa acontecer na prática. Estamos estruturando a rede para que todos os estudantes sejam acolhidos e tenham acesso a uma educação de qualidade, com estratégias adequadas às suas necessidades”, afirmou.

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O curso, ministrado pela Faculdade Pólis Civitas, abordará temas como diagnóstico, legislação e práticas inclusivas baseadas em evidências científicas. A proposta é oferecer suporte técnico e pedagógico para que os profissionais consigam atender às necessidades de todos os estudantes.

A programação contou com participação da professora doutora Viviane de Leon, coordenadora do programa e referência na área de autismo. Em sua fala, ela destacou que a inclusão é uma responsabilidade coletiva dentro da escola e não deve se restringir apenas ao professor de apoio ou às salas de recursos.

Viviane também destacou a importância de fortalecer a articulação entre a formação acadêmica e a realidade das escolas. Segundo ela, embora a formação inicial ofereça bases fundamentais, os desafios da prática pedagógica exigem atualização constante e aprofundamento, especialmente no atendimento a estudantes neurodivergentes. Nesse sentido, precisamos buscar ferramentas que nos ajudem no dia a dia da sala de aula. A inclusão exige ação, não inércia”, finalizou.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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