O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, destacou, em entrevista à Rádio Nova FM, que o modelo de concessão das rodovias de Mato Grosso garante tarifas acessíveis, com pedágios em torno de R$ 11,70. Ele também destacou os investimentos nas estradas estaduais e os empregos diretos e indiretos nos municípios.
“Nossa prioridade é estrada boa, sinalizada, sem buraco. Mas serão feitos alguns investimentos. Algumas passagens urbanas serão duplicadas, algumas passagens urbanas terão viadutos, ao longo dos anos se faz uma terceira faixa onde for necessário”, afirmou o secretário.
O secretário falou sobre a previsão de 45 mil empregos, diretos e indiretos, gerados pela concessão e investimentos por parte das operadoras que superam R$ 7 bilhões. Deste montante previsto, R$ 3,5 bilhões são correspondentes a despesas operacionais e R$ 3,6 bilhões em investimentos de infraestrutura, incluindo manutenção, melhoria do pavimento e obras estratégicas.
“Com a concessão, teremos 30 anos de manutenção garantida, além de investimentos que vão melhorar a trafegabilidade, o transporte escolar, o transporte intermunicipal e, principalmente, o direito de ir e vir do cidadão”, completou Marcelo de Oliveira.
O secretário ressaltou que a fiscalização das concessionárias ficará a cargo da Agência Estadual de Regulação (Ager), garantindo qualidade, segurança e serviços como guincho, resgate e apoio ao usuário.
Entre as inovações previstas, estão a implantação do sistema free flow, que permite o pagamento eletrônico sem filas, e a pesagem em movimento, que agiliza a passagem de caminhões em épocas de maior produção.
“Você evita filas para pagar o pedágio, isso é uma vantagem. Outra vantagem é ter a pesagem com o carro em movimento. A gente precisa fazer isso porque na época da produção ficam filas longas por conta da passagem no pedágio e na balança. Por isso essas medidas são importantes, porque você evita filas”, disse.
Ao final, Marcelo de Oliveira reafirmou que o Governo de Mato Grosso deve entregar cerca de 7 mil km de asfalto até o fim de 2026, garantindo mobilidade, segurança e desenvolvimento em todas as regiões do estado.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.AceitarLeia nossa política de privacidade
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.AceitarLeia nossa política de privacidade