Mato Grosso

Seciteci abre inscrições para premiar cidades que investem em inovação e sustentabilidade

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A 2ª Edição do Prêmio Cidades Inovadoras está com inscrições abertas até o dia 31 de julho. A premiação é uma iniciativa do Governo de Mato Grosso, por meio Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), e busca reconhecer municípios com soluções inovadoras e sustentáveis.

O lançamento da nova edição foi feito durante a abertura da 4ª edição do evento Cidades Inovadores, realizado entre 1º e 3 de julho, em Cuiabá.

As inscrições para o prêmio começaram nesta quarta-feira (2.7) e são gratuitas, devendo ser realizadas exclusivamente online, por meio do preenchimento de formulário clicando aqui. Após o envio desta primeira etapa, o município receberá por e-mail o link para preenchimento da segunda etapa de inscrição.

Os candidatos deverão, no momento de sua inscrição, selecionar a região a qual pertence e a categoria para qual concorre, considerando o número de habitantes estabelecido: Categoria A (Até 10.000), Categoria B (De 10.001 a 25.000), Categoria C (De 25.001 a 50.000) e Categoria D (Acima de 50.000).

Neste ano, os inscritos irão concorrer a prêmios como uma Bolsa de transferência de tecnologia (BTT) nível 03, com o objetivo de inserir um pesquisador consultor técnico para auxiliar na execução do projeto por um período de até 12 meses; uma Imersão Nacional presencial no Smart City Week Curitiba; e uma Imersão Internacional presencial no Smart City Week Barcelona, na Espanha.

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A premiação renderá ainda divulgação nacional e internacional em materiais e mídias digitais e impressas das instituições promotoras e/ou apoiadoras do Prêmio.

De acordo com o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, a premiação será concedida por meio da análise das propostas de projetos apresentados pelos municípios candidatos, considerando evidências de viabilidade técnica e financeira de execução da proposta de modo a alcançar os resultados pretendidos.

“Estamos na segunda edição do prêmio e vemos que a premiação vem crescendo cada vez mais. Além de ampliar a divulgação e a premiação, temos a novidade de dividirmos os municípios por categorias e aceitarmos projetos prontos ou apenas ideias viáveis que poderão ser executadas com apoio do poder público”, completa Allan.

As inscrições deferidas serão publicadas no site da Seciteci em 8 de agosto. Os vencedores devem ser conhecidos em setembro.

A 2ª Edição do Prêmio Cidades Inovadoras é uma iniciativa da Seciteci, Parque Tecnológico Mato Grosso e Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat). Conta com apoio institucional das entidades representantes do Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação.

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Para mais informações, confira o regulamento completo clicando aqui.

*Sob supervisão de Téo Meneses.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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