Mato Grosso

Seaf expande projeto de aquaponia Ciclo Vivo com nova unidade em Tangará da Serra e foca na agricultura de pequena escala

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A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) implantou uma nova unidade do Programa Ciclo Vivo – Aquaponia no Instituto Terapêutico João L. Pizzato Resgate e Liberdade, em Tangará da Serra. Com o sucesso da primeira experiência realizada em Cuiabá, a nova implantação consolida o projeto como modelo sustentável e socialmente transformador, e abre caminho para sua adaptação à agricultura familiar em escala comercial.


“Esse aqui é um trabalho continuado que dura em média 30 anos. A manutenção pode ser feita por apenas uma pessoa. É sustentável, tem economicidade, é saudável, enfim, é para quem quiser e tiver força de vontade, vai ser algo sensacional para muitas famílias que vivem da agricultura de pequena escala”, afirmou a secretária de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka.


Durante a inauguração da unidade, realizada sexta-feira (11.7), foram despescados 180 kg de tilápia, fruto do sistema que integra a criação de peixes ao cultivo de hortaliças, em uma estrutura que economiza até 90% de água, elimina o uso de fertilizantes químicos e promove a autossuficiência alimentar. A escolha da tilápia como espécie principal tem fundamento: é um peixe de crescimento rápido, resistente a doenças e altamente nutritivo. No mercado convencional, uma bandeja de 400 gramas pode custar em torno de R$ 20 a R$ 25, valor inacessível para muitas famílias. Ao produzir localmente, a iniciativa garante acesso a proteína de qualidade a baixo custo.


“Estamos trabalhando agora com 330 peixes em cada tanque, com a faixa etária de 600 gramas e os menores com 330 gramas. E temos mais dois tanques com cerca de 550 alevinos cada um. É muito satisfatório trabalhar nesse projeto, porque era algo que eu nunca tinha feito antes e cada dia aprendo mais e melhorando para poder ensinar outras pessoas. Foram abatidos na primeira despesca 330 peixes e o total de 180 kg para consumo interno”, contou Pedro Henrique, voluntário envolvido diretamente na operação da unidade.

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Com os bons resultados em Tangará da Serra, a Seaf já planeja levar o sistema de aquaponia para a agricultura familiar em pequena escala, visando sua comercialização e geração de renda para comunidades rurais. “Agora vamos pensar na escala da agricultura familiar. Nós teremos o entreposto que vai subsidiar a quantidade ideal para trabalhar”, explicou Brasílio Soares, coordenador de Incentivo às Atividades Produtivas Sustentáveis da Seaf.


A secretária Andreia Fujioka reforça que o projeto é apenas o início de uma grande transformação. “Estamos trabalhando para que o sucesso que vemos aqui, em Tangará da Serra, possa ser replicado em diversas outras comunidades e instituições que tenham aptidão e disposição para desenvolver projetos semelhantes. Essa é uma opção de renda para os produtores de pequena escala. O que temos aqui é inovação de ponta para quem precisa de oportunidade”, declarou.

No Instituto João L. Pizzato, além da produção de alimentos, o projeto funciona como ferramenta de reintegração social. Os acolhidos participam de todas as etapas do processo produtivo e recebem capacitação para o mercado de trabalho. “A aquaponia nos garante a capacitação das pessoas que estão aqui dentro para o mercado de trabalho tranquilamente. Apesar da aquaponia estar fluindo agora, nós já temos capacitação técnica aqui na unidade e vamos conseguir suprir o nosso consumo aqui em nossa unidade e outras duas unidades que temos no município. E nos próximos meses vamos conseguir abrir para o comércio. Esse momento é único, a gente até se emociona ao falar, porque é algo que veio para realmente mudar as nossas vidas”, afirmou José Pizzato, presidente da instituição.

“Seremos eternamente gratos ao Governo do Estado e a Seaf por enxergar e acreditar em nós”, completou José Pizzato.

O diretor da Empaer, Edu Laudi Pascoski, também celebrou os avanços. “De fato é um projeto inovador. Tivemos que quebrar algumas barreiras, mas a persistência de alguns colaboradores da Secretaria nos mostrou que é possível. Finalizamos já duas unidades, e agora o projeto anda com suas próprias pernas, contando ainda por um tempo com a assistência técnica da Seaf”, afirmou.

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O prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, agradeceu pelo apoio do Governo do Estado. “Estamos muito felizes com a implantação da aquaponia em Tangará, e que vem atender o objetivo principal da alimentação. Agradecemos por todo o suporte do Governo com mais uma parceria sólida com a Seaf, mostrando para Mato Grosso e para o Brasil que projetos como esses são importantes e fazem a diferença na vida das pessoas”.

Sobre o sistema Ciclo Vivo – Aquaponia

O sistema de aquaponia une tanques para criação de peixes à irrigação de hortaliças como alface, rúcula, couve, cebolinha, entre outras, utilizando a água rica em nutrientes proveniente dos tanques. O processo reduz drasticamente o consumo de água e dispensa o uso de insumos químicos, sendo um modelo ecologicamente eficiente e economicamente viável.

Além das unidades implantadas em Cuiabá e Tangará da Serra, outros dois projetos já estão em fase de instalação: nas comunidades rurais Gamaliel I e II, na capital, e na Associação Comunitária de Mulheres Rurais de Cedral Grande, em Rosário Oeste. O custo médio de implantação de cada estrutura, com 170 m², tanques, sistema para hortaliças e equipamentos completos, é de R$ 200 mil. As duas primeiras unidades inauguradas foram viabilizadas via emenda parlamentar.

Com resultados concretos e impacto social evidente, o Programa Ciclo Vivo – Aquaponia se consolida como política pública inovadora, com potencial de transformar vidas e fortalecer a agricultura de base familiar em Mato Grosso.

Almoço servido com as tilápias da 1ª despesca

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Governo de MT e Rumo inauguram 1º trecho da Ferrovia Estadual: “Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer”, afirma governador

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O Governo de Mato Grosso e a Rumo inauguraram, neste sábado (20.6), o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. São 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.

Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto terá 740 quilômetros de extensão quando concluído, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.

Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado.

“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.

Ele também ressaltou os avanços fiscais e institucionais do Estado nos últimos anos.

“Recebemos um Estado considerado insolvente e hoje Mato Grosso tem nota triplo A há três anos. Saímos das últimas posições na educação e hoje estamos entre os melhores do país. Quando o governo faz o dever de casa, o desenvolvimento acontece”, completou.

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O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto.

“A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira.

“Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.

O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística.

“É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.

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O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.


Terminal Ferroviário

As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.

Para o prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia representa uma transformação regional.

“Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, afirmou.

A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos da região, empresários, representantes do setor produtivo e outras lideranças.

Fonte: Governo MT – MT

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