Mato Grosso

Proposta da Secel é selecionada em edital nacional que vai ampliar investimentos ao setor audiovisual mato-grossense

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A proposta da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) foi selecionada no edital de Arranjos Regionais do Ministério da Cultura (Minc). Com o resultado, que foi publicado nesta semana (veja aqui), cerca de R$ 15 milhões serão disponibilizados ao setor audiovisual mato-grossense em 2026, por meio de parceria entre o Governo Federal e o Governo de Mato Grosso.

Visando a expansão da produção e a circulação de obras audiovisuais brasileiras em todas as regiões, o edital de Arranjos Regionais promove uma gestão compartilhada entre o Governo Federal, estados e municípios. Juntos, os entes federativos unem recursos para estimular o setor audiovisual, levando em conta as características e necessidades de cada território.

A proposta inscrita pela Secel prevê investimento próprio de R$ 3 milhões e pleiteia até cinco vezes o valor da contrapartida. No total, serão cerca de R$ 15 milhões para fomentar a cadeia produtiva do audiovisual em Mato Grosso.

O plano de ação propõe ações de produção de longas-metragens, telefilmes, séries e curtas-metragens nas categorias de documentário ficção e animação. Também foram propostas ações de difusão, como festivais e mostras, e de distribuição e licenciamento de filmes.

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Além do plano de ação, foram ainda apresentados documentos que comprovem a disponibilidade orçamentária pra pagamento da contrapartida, e o panorama do setor audiovisual local.

De acordo com o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura, os próximos passos incluem a construção mais aprofundada das ações a serem executadas.

“Devemos realizar escutas públicas para conhecer as principais prioridades do setor e assim definir os programas e editais. O importante é que a aprovação da nossa proposta assegura uma complementação de investimentos que vai fortalecer ainda mais o audiovisual mato-grossense”, destaca Jan.

Sobre os Arranjos Regionais

O edital de Arranjos Regionais conta com investimento total de R$ 542 milhões, e recebeu propostas de quase todas as unidades federativas (apenas Rondônia não enviou projeto). Com o aporte, a iniciativa vai apoiar, em todo o país, 261 longas-metragens, 80 telefilmes, 89 obras seriadas e 129 projetos de comercialização e de distribuição.

Os governos locais também investirão cerca de R$ 120 milhões em ações de difusão, pesquisa, formação, memória e preservação audiovisual, atividades cineclubistas, desenvolvimento de projetos e núcleos criativos, produção de curtas, médias-metragens, jogos eletrônicos, animações e conteúdos voltados ao público infantil.

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A complementação de recursos aos entes estaduais e municipais será feita pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Já a condução do processo seletivo cabe à Secretaria do Audiovisual do MinC, e o processo de contratação dos projetos selecionados, à Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Mato Grosso amplia acesso a procedimentos cardiovasculares pelo SUS no Hospital Central

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Com o início do serviço de hemodinâmica, o Hospital Central de Alta Complexidade amplia a oferta de procedimentos cardiovasculares pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso, incluindo o atendimento a crianças com doenças cardíacas congênitas. Com essa tecnologia, são realizadas intervenções minimamente invasivas, ou seja, sem a necessidade de cortes cirúrgicos, com maior precisão e trazendo uma recuperação mais ágil aos pacientes.

A hemodinâmica é uma técnica médica que consiste na introdução de catéteres nos vasos sanguíneos para a realização de exames diagnósticos e intervenções terapêuticas com visualização em tempo real. Ela também será adotada em outras especialidades no Hospital Central, como neurologia e cirurgia vascular. A previsão é oferecer, a partir de julho, 240 procedimentos somente na área cardíaca para adultos e crianças.

Na cardiologia, a tecnologia reforça o processo de implantação progressiva da área médica no Hospital Central. No atendimento pediátrico, o diferencial é permitir tratar doenças do coração em crianças, usando uma técnica de menor risco que a cirurgia convencional em boa parte dos casos.

“Estamos contentes pois, até o final de julho deste ano, teremos o Hospital Central atuando em operação plena. Isso quer dizer que a unidade estará ofertando todas as especialidades e procedimentos para a qual foi vocacionada e isso, sem dúvidas, irá beneficiar grandemente toda a rede de saúde de Mato Grosso”, avaliou o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo.

A diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor, reforça que a oferta da hemodinâmica está alinhada ao perfil assistencial da unidade. “Estamos estruturando essa linha de cuidado de forma progressiva, com a incorporação de tecnologias que ampliam o acesso a procedimentos de alta complexidade e permitem tratamentos mais seguros e resolutivos para a população”.

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O coordenador de Medicina Diagnóstica do Hospital Central, Matheus Horie, esclarece como é empregada a hemodinâmica. “É aplicada em exames chamados de arteriografias e angiografias. Permite a realização de cateterismo em diferentes vasos do corpo, com uso de contraste e análise das imagens em tempo real para diagnóstico. A partir dessa mesma via, também é possível realizar tratamentos endovasculares, muitas vezes de forma minimamente invasiva”.


Na unidade, a hemodinâmica é realizada por uma equipe de 18 profissionais especialistas habilitados na operação dos equipamentos. O time é composto por hemodinamicista (cardiologista especializado) adulto e pediátrico, radiologista intervencionista, neurorradiologista intervencionista, cirurgião endovascular e eletrofisiologista.

As duas máquinas de hemodinâmica do Hospital Central serão usadas em áreas distintas. A que entrou em operação no final de abril foi, inclusive, utilizada para tratar três crianças com doenças cardíacas congênitas.

“Elas foram submetidas à hemodinâmica para corrigir uma malformação congênita chamada persistência do canal arterial. Sem o procedimento, elas poderiam se tornar cardiopatas, mas, tratando agora, minimizamos esse risco”, relata Matheus Horie. Os procedimentos ocorreram nos dias 23 e 24 de maio.

Entre pacientes adultos e crianças, cerca de 60 procedimentos de hemodinâmica já foram feitos no hospital, tanto terapêuticos quanto para diagnósticos. Um paciente de 59 anos de idade, morador de Vila Rica (1.160 km distante de Cuiabá), foi um dos beneficiados. Ele deu entrada no Hospital Central, no final de maio, com suspeita de infarto, trazido a Cuiabá por transporte aéreo. O diagnóstico foi confirmado e, na sequência, foi submetido ao cateterismo para desobstrução da artéria coronária. Poucos dias depois, apresentou boa recuperação durante sua permanência da Unidade de Terapia Intensiva e recebeu alta hospitalar.

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O Hospital Central de Alta Complexidade é uma unidade do Governo de Mato Grosso administrada pelo Einstein Hospital Israelita. Todo seu atendimento é gratuito e feito 100% pelo SUS.

Sobre o Einstein

O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc.

Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social.

Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas – que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência – e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.

Fonte: Governo MT – MT

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