Mato Grosso

Projeto Verde Novo realiza palestra para crianças no Museu de Arte Sacra

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O projeto Verde Novo, desenvolvido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, participou, na sexta-feira (21 de julho), da colônia de férias realizada pelo Museu de Arte Sacra de Mato Grosso (MASMT), localizado ao lado da Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho, no centro de Cuiabá. As atividades contaram a realização da ‘Oficina Ecológica de Plantio’, que leva temas relacionados a preservação e conscientização ambiental para jovens, crianças e adultos.
 
De forma bastante lúdica e divertida, as atividades envolveram cultura, arte e conscientização ambiental e mexeram com a imaginação de crianças que, durante toda tarde, participaram de atividades interativas com recreação, e jogos de perguntas e respostas.
 
As atividades tiveram início com a palestra sobre arborização urbana, realizada pela engenheira florestal do Verde Novo, Rosiani Carnaíba. A proposta da palestra foi criar um ambiente de reflexão, transmitindo às crianças de forma simples e didática informações sobre a importância da preservação ambiental, do plantio de árvores e os benefícios trazidos por espaços arborizados, localizados em núcleos urbanos.
 
“O projeto Verde Novo já desenvolve há algum tempo atividades e ações, como palestras em escolas, ambientes públicos e privados, e o convite do Museu de Arte Sacra para a participar da colônia de férias uniu cultura, arte e meio ambiente, o que foi algo bem motivador para o nosso projeto. Precisamos ter em mente que esse público formado por crianças e adolescentes são hoje os principais responsáveis por transformar o ambiente em que eles estão inseridos. São eles que levam informação e conhecimento para aqueles que convivem ao seu redor, e oportunidades como esta não podem ser perdidas. E com isso plantamos uma sementinha na vida das crianças porque elas gostam, participam, interagem, estão conosco nas atividades, estão motivados, gostam de responder as perguntas, ganham brindes e o melhor de tudo, se tornam multiplicadores do projeto”, refletiu a engenheira florestal, Rosiani Carnaíba.
 
O Verde Novo também realizou a entrega de brindes às crianças, como kits para plantio, formado por uma pá, um garfo para afofar a terra e um regador. Jogos de tabuleiro, com regras e perguntas relacionadas ao meio ambiente também foram sorteados entre as crianças que participaram das atividades.
 
As crianças também interagiram com o palhaço Lelé Picolé Curimpampam, interpretado 2º sargento da Polícia Militar, Marcelo Luciano Pereira Campos, responsável pelas atividades de recreação do ‘Rebojando’. O momento integra brincadeiras educativas e de recreação, como jogos e competições entre as crianças sobre educação ambiental.
 
Para Gustavo Campos Souza Teixeira, de 10 anos, que participou da colônia de férias, o conhecimento sobre o cuidado com a natureza é importante para o bem da humanidade.
 
“Gostei muito de aprender mais sobre as plantas e as matas, porque é um assunto que eu gosto. Esse é o terceiro ano que participo da colônia de férias do museu e eu gostei muito do que aprendi aqui hoje. As árvores evitam a erosão do solo, que pode prejudicar a vida de muitas famílias, deixa a cidade mais fresca, produz mais sombras, e faz o ser humano viver melhor. Tudo que eu aprendi aqui vou levar para os meus amigos, meus vizinhos, e com a ajuda da minha mãe, vou levar a muda que ganhei e escolher o melhor lugar para plantar”, falou Gustavo.
 
O projeto Verde Novo é desenvolvido pelo Juizado Volante Ambiental (Juvam), que ao longo de cinco anos, já realizou a distribuição de mais de 170 mil mudas de árvores, em mais de 570 ações ambientais, além de inúmeras parcerias para atividades teóricas de conscientização envolvendo o incentivo ao plantio e conservação de árvores em espaços públicos e privados.
 
Para Josiany Duque, mãe da Maria Fernanda de 09 anos, além do conhecimento, as atividades trazem a possibilidade de interação entre as crianças, retirando do isolamento trazido pelo uso desenfreado da tecnologia. “Achei as atividades extremamente importantes, e hoje foi uma surpresa para mim, falar sobre a importância da conscientização ambiental para Cuiabá, Mato Grosso e para todo o Brasil, e isso deve começar pelas crianças. O projeto Verde Novo está de parabéns, fiquei bastante feliz com a atitude do Poder Judiciário. Acredito que as crianças precisam desses espaços de atividade ligados ao meio ambiente e da interação com outras crianças, exatamente pela capacidade que essas ações têm de fazer com que as crianças se desliguem do isolamento trazido pelo uso de celulares, por exemplo, e passem a ter uma rotina normal de criança”.
 
O Museu de Arte Sacre é administrado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), e recebeu na semana de 19 a 23 de julho, turmas de 20 a 30 crianças, nos períodos matutino e vespertino. Foram realizadas atividades relacionadas a arte, cultura, história, e oficinas de pintura, modelagem, cerâmica, entre outras.
 
“Nós temos um foco muito voltado ao estímulo das crianças, despertando a curiosidade e a oportunidade de colocarem suas dúvidas, fazerem perguntas, e crescerem dentro de um ambiente seguro, onde elas se sentem à vontade para se expressarem. Nós buscamos promover um trabalho eminentemente criativo, levando conhecimento de forma lúdica, divertida e leve”, frisou Anne Isabelli Silva, gerente Educativa do Museu de Arte Sacra.
 
O espaço está aberto para visitação de quarta-feira a domingo, das 9h às 17h. Os interessados em conhecer a programação do museu podem entrar em contato pelos telefones (65) 3052-6528 / (65) 9 9965-0319 (whatsaap) e também pelo site https://www.museudeartesacra.org.br/
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Crianças posam para foto reunidas com o palhaço Lelé Picolé Curimpampam. Segunda imagem: Engenheira Rosiani Carnaiba realiza a entrega de mudas às crianças. Terceira imagem: Crianças jogam o Rebojando. Elas estão em cima de uma lona como se fosse um tabuleiuro. Jogam dados grandes para o alto. Quarta imagem: Gustavo Campos fala sobre a importância de preservar o meio ambiente. Ele usa uma camiseta regata vermelha e concede entrevista à TV.Jus. Quinta imagem: Josiany Duque, mãe de uma das crianças que participaram da colônia, concede entrevista à TV.Jus. Ela é uma mulher loira, que usa óculo de grau. Os cabelos são na altura do ombro e usa um vestido de alças finas estampado nas cores preta e branca. A filha está junto dela na foto. Uma menina com camiseta cor de rosa, cabelos pretos, segurando muda de planta.
 
Naiara Martins/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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