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Projeto Camaradinha Aruandê terá oficinas gratuitas de capoeira, trança nagô e outras atividades

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Estão abertas as inscrições para o Projeto Camaradinha Aruandê, que oferta oficinas de capoeira, trança nagô, maculelê, tambor, samba de roda e outras atividades. A iniciativa é viabilizada com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do edital Viver Cultura da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

O evento ocorre do dia 26 até 28 de fevereiro no bairro Araés, em Cuiabá, a partir das 19h. Com uma programação gratuita e aberta ao público de todas as idades, a ação tem como objetivo disponibilizar os diversos tipos de artes para a população.

Serão disponibilizadas cerca de 50 vagas para as oficinas, com exceção da de Trança, que terão 20 vagas reservadas para a comunidade do bairro.

Além das diversas oficinas, ainda ocorrerá apresentação das peças “O Capoeiro Cuiabano” e “O Capoeirista e a Roda”, com o propósito de transmitir a importância da manifestação cultural à população.

“Sinto uma enorme alegria por termos sido contemplados. Esta conquista permitirá expandir nossa arte da Capoeira, com as nossas danças, nossa capoeira e nossas tranças, alcançando mais pessoas e fortalecendo nossa raiz aqui no bairro Araés, sob a liderança do Mestre Veto”, ressalta Gabriela Matos, conhecida como Gaby Flor, produtora do projeto.

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As atividades são gratuitas e aberta ao público de todas as idades, bastando que o interessado faça sua inscrição aqui.

Mais informações no instagram: @gingacamaradinha.mt

Confira aqui a programação:

26 fevereiro

Horário: a partir das 19h
Local: Quadra do bairro Araés
Atividades:
– Tambores com Graduando Zumba
– Maculelê com Aluna Manu
– Intervalo 30 min
– Capoeira com Profª Xodó

27 de fevereiro

Horário: a partir das 19h
Local: Quadra do bairro Araés
Atividades:
– Tambores com Graduando Zumba
– História da capoeira com Mestre Veto
– Capoeira com Profª Xodó
– Encerramento com Roda de Capoeira

28 de fevereiro

Horário: a partir das 19h
Local: Quadra do bairro Aráes
Atividades:
– Fala institucional
– Oficina de Tranças com Manu e Gaby Flor
– Samba de roda com Graduando Zumba e DJ Capoeira
– Apresentação de Maculelê (Zumba, Manu)
– Desfile Afro (Xodo, Gabi, Manu)
– Teatro

Serviço: Projeto Ginga Camaradinha Aruandê
Data: de 26 à 28 de fevereiro de 2025
Local: Ginásio Benedito Ferreira dos Santos – Dito Coró (R. Manoel Leopoldino, 324 – Araés, Cuiabá – MT, 78005-550)
Inscrições: online via Sympla em https://www.sympla.com.br/evento/ginga-camaradinha-aruande/2811736

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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