Mato Grosso

Profissionais do SUS participam de evento em MT sobre estratégias para aumentar cobertura vacinal

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Cerca de 70 pessoas que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) de Mato Grosso, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul participam até esta quinta-feira (10.08) de uma oficina em Cuiabá, que visa o aumento da cobertura vacinal do país a partir do microplanejamento das ações de vacinação, com ferramentas disponibilizadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI. A capacitação é realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).

Durante a abertura do evento, no auditório do Mato Grosso Palace Hotel, nessa terça-feira (08.08), a coordenadora geral de Incorporação Científica em Imunização do Ministério da Saúde, Ana Catarina de Melo, explicou que o grande objetivo é melhorar a vacinação.

“O microplanejamento é uma estratégia para que possamos identificar quais são as melhores ações de vacinação partindo da realidade local de cada estado e município, considerando que o microplanejamento é feito de baixo para cima. Durante esses três dias, vamos trazer ferramentas para sistematizar as ações de vacinação que são realizadas. Com isso, o município consegue organizar seus trabalhos para um resultado efetivo que colabore para a melhoria das coberturas vacinais, pois esse é o grande objetivo do Ministério da Saúde e dos estados”, diz.

Para a superintendente de Vigilância em Saúde da SES-MT, Alessandra Moraes, a oficina irá se somar às ações já desenvolvidas por Mato Grosso, como o programa Imuniza Mais MT.

“Temos fortalecido as atividades extramuro para qualificar os serviços realizados pelos 141 municípios do Estado para ampliar a cobertura vacinal. A partir da oficina, vamos aprimorar, por meio de planejamentos, as ações das Unidades Básicas de Saúde (UBS), pois as UBS vão pensar em estratégias voltadas para o seu território em busca dessa população que não foi alcançada”, avalia.

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Desafio comum

Apesar de serem de estados diferentes, os coordenadores de Imunização de Mato Grosso, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul compartilham do mesmo desafio: alcançar a população que não tem ido aos postos de saúde para vacinar.

Segundo levantamento do Ministério da Saúde divulgado em 2022, os índices de cobertura vacinal do país, que chegaram a 97% em 2015, caíram para 75% em 2020, índice alcançado originalmente em 1987.

“Estamos reunindo pessoas de estados com perfis de trabalho diferentes, cujo desafio se converge para o mesmo caminho, que é aumentar a taxa de imunização. A partir dessa oficina, a expectativa é mudar essa realidade em prol da saúde da população”, acrescenta o coordenador Estadual de Imunização da SES-MT, Marx Rocha Camarão.

A coordenadora do Programa Estadual de Imunização de Mato Grosso do Sul, Ana Paula Rezende, conta que a queda da cobertura vacinal no estado dela se acentuou em 2019 e depois em 2020, 2021 e 2022, com a pandemia pela Covid-19. “Temos vivenciado quedas nas coberturas vacinais, em especial nas vacinas de rotina. Nossa expectativa é de levar uma bagagem de conhecimento para compartilhar com os 79 municípios do nosso estado”, enfatiza a gestora.

Minas Gerais é o estado do Brasil com mais municípios que dependem exclusivamente SUS. São 853 municípios ao todo. Para a coordenadora do Programa de Imunização do Estado, Josiane Gusmão, a SES-MG tem o desafio de trabalhar microplanejamentos que contemplem todas as cidades que, segundo ela, possuem características de imunização diferentes.

“O cenário é grave e é importante desenvolvermos ações para reverter essa situação, porque corremos o risco de voltarmos a conviver com doenças já erradicadas do país e que são imunopreveníveis. Espero que a oficina colabore para que os municípios se organizem de acordo com a realidade local e elevem a qualidade de saúde da população”, ressalta Josiane.

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Gleiciane Souza é do Distrito Sanitário Especial Indígena Xingu (DSEI) e atua no município de Canarana, em Mato Grosso. Para ela, a imunização ocorre de forma diferente, considerando a rotatividade dos indígenas e a estrutura da rede de frio.

“A gente não tem uma sala de vacinação estruturada dentro do território indígena. Então levamos as nossas caixas apropriadas para as vacinas que vamos utilizar naquele período. Planejamos para que a vacinação ocorra a cada dois meses para atingir a cobertura vacinal ideal. Eu atuo com planejamento porque divido a região em nove, em razão de termos seis etnias diferentes no DSEI. Por isso, precisamos trabalhar com microplanjenametos. Mas a partir do curso vamos desenvolver os planejamentos com mais segurança e qualidade”, acredita Gleciane.

Programação

Na quarta-feira (09.08), o evento segue das 8h30 às 17h50 com debate sobre como alcançar populações vulneráveis; perspectivas dos Sistemas de Informação do PNI; estimativa populacional; registro de vacina e perspectivas do e-SUS Atenção Primária a Saúde (APS), entre outros temas.

Já na quinta-feira (10.08), a oficina inicia às 8h30 e encerra às 13h50. Durante o dia, serão apresentados o segmento e supervisão do microplanejamento; a avaliação e monitoramento rápido de vacinação e indicadores de avaliação; os próximos passos, tarefas de continuidade da implementação da formação em microplanejamento, além de resultado teste e avaliação do evento.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Corpo de Bombeiros divulga resultado da análise de títulos de seletivo para brigadistas temporários

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) divulgou, na noite desta terça-feira (23.6), o resultado das inscrições e da análise de títulos do processo seletivo simplificado para contratação de brigadistas temporários. Ao todo, são ofertadas 150 vagas distribuídas em 29 municípios mato-grossenses. Os profissionais irão reforçar as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais durante o período de estiagem. O resultado está disponível no site da corporação. Veja aqui.

A publicação divulga a lista de inscrições deferidas e a pontuação obtida por cada candidato na fase de avaliação curricular. Nessa etapa, foram considerados critérios como experiência profissional na área, cursos de formação de brigadista e posse de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias D ou E.

Após essa fase, será publicada a convocação para o Teste de Aptidão Física (TAF), que consistirá em uma caminhada de 2,4 quilômetros com o transporte de uma bomba costal de combate a incêndios, com peso de até 24 quilos quando abastecida. A classificação final será definida pela soma das notas obtidas na avaliação curricular e no TAF, sendo esta última etapa de caráter eliminatório e com peso dois.

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Uma vez aprovados e convocados, os contratados participarão de um curso de capacitação de brigadistas antes de iniciarem as atividades nos municípios para os quais forem designados pela corporação. As 150 vagas estão distribuídas entre os municípios de Cuiabá, Poconé, Gaúcha do Norte, Alto Paraguai, Feliz Natal, Nova Maringá, Nova Ubiratã, União do Sul, Cláudia, Barra do Garças, Confresa, Nova Xavantina, Água Boa, Canarana, Querência, Cáceres, Mirassol d’Oeste, Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade, Comodoro, Aripuanã, Colniza, Juara, Castanheira, Tangará da Serra, Brasnorte, Alta Floresta, Colíder e Guarantã do Norte.

Entre as atribuições dos brigadistas estão o apoio às operações de combate a incêndios florestais, a abertura e manutenção de aceiros, estradas e caminhos utilizados pelas equipes, a realização de rondas em áreas rurais e a conservação de equipamentos e ferramentas empregados nas ações. A jornada de trabalho será em regime de escala de 12 horas de serviço por 36 horas de descanso. Os contratos terão duração de quatro meses, e a remuneração será de R$ 2,6 mil, acrescida dos valores proporcionais referentes ao terço constitucional de férias e ao 13º salário.

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Fonte: Governo MT – MT

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