Até o dia 13 de junho de 2025, professores da Rede Estadual de Ensino podem se inscrever no Global Goals Educa – Conectando para Transformar Vidas, uma das iniciativas educacionais do país voltada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, entre eles, a Educação.
Segundo a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), a pasta aderiu à iniciativa para estimular os professores a trabalharem questões socioambientais em sala de aula, transformando conhecimento em ação, além de criarem soluções tangíveis junto aos alunos.
Disponibilizada por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem e Desenvolvimento Profissional – AVADEP, a formação de 60 horas é 100% gratuita e busca fortalecer práticas pedagógicas alinhadas à sustentabilidade, inclusão e redução de desigualdades.
Ao final do primeiro semestre de 2025, os projetos desenvolvidos serão avaliados por um corpo técnico de jurados, que considerará critérios como engajamento dos estudantes, implementação das ações propostas e impactos gerados na escola e no entorno.
Os 10 melhores projetos selecionados receberão uma viagem com despesas pagas para Bonito (MS), destino reconhecido pela preservação ambiental, onde participarão de atividades práticas de imersão nos ODS. Participantes que concluírem todas as etapas também receberão certificação internacional.
Realizado pelo Ministério da Cultura, com recursos da Lei Rouanet, o Global Goals Educa integra esforços para alcançar as metas do Pacto Global da ONU, além de atender à Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9.795/1999), que exige a inclusão do tema na educação básica.
Os ODS foram estabelecidos pelas Nações Unidas em 2015, como uma agenda global com objetivo de promover um desenvolvimento equitativo, inclusivo e sustentável até o ano de 2030. Cada um dos 17 objetivos aborda áreas críticas que impactam tanto as pessoas quanto o planeta, entre eles, a Educação.
A Polícia Civil, o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 9ª Região (Crefito-9) e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá realizaram, na manhã dessa quinta-feira (18.06), uma ação conjunta de fiscalização, que constatou o exercício ilegal da profissão de um terapeuta ocupacional em uma clínica localizada no bairro Altos do Coxipó, em Cuiabá.
A fiscalização foi desencadeada após o Crefito-9 receber uma denúncia informando que um homem, de 54 anos, estaria se apresentando como terapeuta ocupacional e realizando atendimentos, principalmente de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sem possuir formação ou habilitação legal para o exercício da profissão.
A Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor foi acionada e, durante as diligências, a equipe da Decon e fiscais do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional verificaram que o suspeito não possui registro profissional nem formação compatível com a atividade exercida. Segundo os levantamentos iniciais, ele realizava atendimentos em uma clínica improvisada instalada em imóvel residencial, divulgando e oferecendo serviços típicos da terapia ocupacional.
Além das irregularidades relacionadas ao exercício profissional, a Vigilância Sanitária Municipal constatou que o estabelecimento funcionava sem Alvará Sanitário e sem outras autorizações obrigatórias para o exercício da atividade, tendo sido lavrado termo de notificação para regularização. Os fiscais também identificaram indícios de que o local não possuía estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da fiscalização, foram encontrados documentos relacionados aos atendimentos realizados. Entre eles, uma nota fiscal emitida pela prestação de serviços de terapia ocupacional no valor de R$ 15.360.
Outro aspecto que chamou a atenção das equipes foi a suspeita de que parte dos atendimentos pudesse estar relacionada a pacientes beneficiados por decisões judiciais que determinam ao Poder Público o custeio de tratamentos especializados. A hipótese será apurada pela Polícia Civil no decorrer das investigações.
O delegado titular da Decon, Rogério Ferreira, destacou que a atuação integrada dos órgãos de fiscalização é fundamental para proteger consumidores e pacientes, especialmente crianças em situação de vulnerabilidade.
“Estamos tratando de uma atividade que exige formação específica, capacitação técnica e registro profissional. Quando alguém se apresenta falsamente como profissional da saúde, além de colocar em risco a segurança dos pacientes, compromete a confiança da população nos serviços especializados”, ressaltou.
A Polícia Civil instaurou procedimento policial para apurar a prática de exercício ilegal da profissão, bem como eventual crime contra a fé pública, uso de documento falso ou outras infrações que venham a ser identificadas durante as investigações.
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