Mato Grosso

Prêmio Internacional de Dança de MT terá premiação em dinheiro e oportunidades de estudo

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A 2ª edição do Prêmio Internacional da Dança Mato Grosso (Pridamt) está com as inscrições abertas até 31 de março ou até o preenchimento total de vagas disponíveis. O total em prêmios é de R$ 10 mil, distribuídos entre as quatro principais categorias – Melhor Solo e Variação, Duo e Grand Pas de Deux, Trio e Melhor Conjunto -, além de troféus e medalhas. O evento será realizado entre 10 e 12 de abril, no Cine Teatro Cuiabá, e conta com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel/MT).

Dentre as categorias principais, há premiação especial para o Melhor Bailarino, Melhor Bailarina, Melhor Grupo, Revelação e Coreógrafo Revelação. Eles serão contemplados com oportunidades de bolsas de estudo, estágios e cursos de férias.


Podem inscrever-se bailarinas e bailarinos a partir dos 8 anos de idade em nove modalidades diferentes: dança clássica de repertório, dança contemporânea, neo-clássica, folclórica, sapateado, jazz, estilo livre, dança urbana e de salão. Informações detalhadas estão à disposição no regulamento disponibilizado em linktr.ee/premiodancamatogrosso.

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Um dos idealizadores da premiação, o diretor artístico Kelson Panosso destaca que a iniciativa visa promover a dança no Brasil e oferecer oportunidades de intercâmbio e formação profissional a jovens bailarinas e bailarinos, não apenas de Mato Grosso, mas de todo o país.

“O Pridamt é uma plataforma que reúne e revela potências da arte da dança, enquanto para alguns grupos e aprendizes configura-se como um salto no processo de aprendizagem. Eles apresentam os trabalhos para uma banca de jurados de excelência e representatividade, tal qual no ano passado, quando contamos com a presença do artista e professor norte-americano, Cornell Callender, diretor da National Ballet Academy New York, e grandes expressões da dança no Brasil, os paulistas André Malosá, Arilton Assunção e Ana Botosso”, frisa.
Kelson reforça que, além de compor o júri, os convidados também conduzem workshops. “E claro, os que têm destaque na competição, acabam tendo a oportunidade de participar de intercâmbios em outras escolas do mundo, pois contamos com parceiros para incluir na premiação, concessão de bolsas e ingresso em programas de estágio”. Ao mesmo tempo, a iniciativa permite que professores, diretores de escolas e gestores culturais tenham no Pridamt um solo fértil para abrir diálogo e interação com os inscritos, além de estabelecer parcerias de criação no âmbito da arte, dança e gestão cultural.

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Os nomes dos jurados desta edição, assim como o anúncio de vagas para workshops, serão divulgados em breve. As atualizações podem ser conferidas no perfil da premiação no Instagram, o @premiodancamatogrosso. Além das vagas garantidas para bailarinos, professores de dança podem se inscrever na condição de ouvintes. Os valores das inscrições também devem ser consultados no regulamento online ou ainda pelo e-mail [email protected].

O Pridamt é realizado pela Cia das Artes e Associados (Cidarta) e Malosá Studio de Dança. Também conta com apoio cultural do Cine Teatro Cuiabá.

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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