Policiais penais da Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino, em Sinop, apreenderam diversos objetos ilícitos, na manhã desta quarta-feira (12.3), que foram arremessados pelo muro da unidade prisional.
No pacote apreendido estavam ferramentas, como martelo e chave de fenda, e ainda cola, 12 celulares, 11 carregadores, isqueiros, papeis para cigarro e 23 embalagens com fumo. Os materiais foram jogados próximos à área do Raio 7.
Os policiais realizaram rondas na parte externa da penitenciária, mas não localizaram o autor do arremesso.
Cadeia de Juara
Também na manhã desta quarta-feira, policiais penais da cadeia de Juara apreenderam, perto do muro da unidade, um aparelho celular com carregador e pacotes de fumo. Os materiais estavam próximos ao pátio de banho de sol.
O secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, chama a atenção para as estratégias usadas por criminosos para tentar o acesso a materiais ilícitos e a pronta resposta das equipes da Polícia Penal.
“As medidas que vêm sendo desenvolvidas pela Sejus, por meio da Polícia Penal para controle interno, são para constante melhoria no acesso e o aprimoramento da segurança nas unidades prisionais como parte do programa Tolerância Zero contra as Facções Criminosas”, apontou o gestor.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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