A Polícia Militar prendeu um homem, de 30 anos, pelo crime de posse e porte ilegal de arma de fogo, neste domingo (26.10), na zona rural de Santa Rita do Trivelato. Com o suspeito, foram apreendidas seis armas de fogo e munições, entre pistolas, espingardas e revólveres, além de munições para todo o armamento.
Conforme o boletim de ocorrência, a PM fez atendimento a uma denúncia anônima que informava sobre disparos de arma de fogo, ocorridos em uma área de mata, próximo de um rio.
Os policiais se deslocaram até a região informada e encontraram um grupo de pessoas tomando banho no rio. Ao serem questionados sobre a denúncia, eles negaram envolvimento nos fatos.
Ainda durante a abordagem, os militares flagraram um outro homem que correu para dentro da mata, ao ver a presença da PM. Diante da situação, os policiais fizeram buscas na mata e encontraram o suspeito, com uma arma de cano longo em mãos.
Nas diligências, os policiais encontraram um barracão de lona, onde estavam mais uma espingarda e uma pistola. Em seguida, a PM fez buscas ao veículo do suspeito e localizou mais três armas, sendo uma pistola e dois revólveres, além de munições para todo o armamento.
O suspeito confessou ser o proprietário de todas as armas e não apresentou documentação de porte dos objetos.
Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido para a delegacia de Nova Mutum, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Polícia Civil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Militar Ambiental realizaram, nessa terça-feira (05.05), a Operação Canto da Liberdade, em que foram apreendidas 25 aves silvestres mantidas irregularmente em cativeiro, em Nova Xavantina.
Durante a ação, foram localizados pássaros das espécies bicudo e curió, aves silvestres de alto valor no comércio ilegal e que demandam de especial proteção ambiental, inclusive por integrarem grupos de espécies ameaçadas ou sob forte pressão do tráfico de fauna.
Conforme apurado, os animais eram mantidos em desacordo com a legislação ambiental vigente, sem a devida autorização dos órgãos competentes e em condições incompatíveis com o bem-estar animal.
Muitas aves apresentavam sinais de maus-tratos, com indícios de sofrimento, ferimentos e manutenção em ambiente inadequado, situação que reforça a gravidade da conduta investigada.
Além da manutenção irregular dos animais em cativeiro, foram encontrados indícios de falsificação e adulteração de sinais públicos de identificação, especialmente relacionados a anilhas e registros utilizados para controle oficial da criação de aves silvestres.
A suspeita é de que tais mecanismos fossem empregados para dar aparência de legalidade à circulação e comercialização irregular dos animais, com possível finalidade de tráfico de fauna silvestre.
As aves foram apreendidas e ficaram sob responsabilidade da equipe do Ibama, que adotará as providências necessárias para avaliação, cuidados, recuperação e destinação adequada dos animais.
Os suspeitos não foram localizados no momento da ação. Segundo as informações levantadas, eles já vinham sendo monitorados pelos órgãos ambientais e teriam adotado condutas para dificultar a fiscalização.
O delegado Flávio Leonardo Santana Silva destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos.
“A integração entre as forças de segurança e os órgãos de proteção ambiental é fundamental para combater crimes contra a fauna, reprimir o tráfico de animais silvestres e garantir a preservação do meio ambiente. A Polícia Civil já identificou os suspeitos e segue com as investigações para apurar a responsabilidade dos envolvidos pelos crimes ambientais, maus-tratos aos animais e eventuais crimes contra a fé pública”, afirmou o delegado.
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