Mato Grosso

Polícia Civil prende sete pessoas e desarticula núcleo de facção envolvido com tráfico de drogas em Poxoréu

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A Polícia Civil de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (13.11), uma ofensiva contra o tráfico de drogas e atividades associadas às facções criminosas em Poxoréu. Batizada de Operação Maturação, a ação resultou na prisão de sete pessoas, todas alvos de mandados de prisão preventiva, além do cumprimento de sete mandados de busca e apreensão domiciliar.

A operação, considerada uma das maiores mobilizações policiais recentes no município, contou com forte apoio regional das unidades especializadas da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso (DEDMCI) de Primavera do Leste, além da Derf de Rondonópolis.

Os mandados foram cumpridos em Poxoréu, Primavera do Leste e Rondonópolis. A integração entre as delegacias foi fundamental para garantir precisão no cumprimento das ordens judiciais e segurança às equipes operacionais.

Investigação e resultados

A Operação Maturação é fruto de um trabalho investigativo que se estendeu por meses, com a identificação de indivíduos suspeitos de articular a distribuição de drogas, recrutar colaboradores e utilizar residências como pontos de apoio para o armazenamento e venda de entorpecentes. O grupo já vinha sendo monitorado e apresentava forte influência em determinadas regiões da cidade.

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Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam uma arma de fogo, munições, porções de maconha e pasta base de cocaína.

O material ilícito foi localizado em diferentes imóveis, reforçando a tese de que o grupo mantinha uma estrutura descentralizada para dificultar a ação policial. A apreensão da arma também indica possível associação com outros crimes, como ameaças, violência e proteção de pontos de tráfico.

“A operação representa um marco no enfrentamento ao tráfico de drogas em Poxoréu, atingindo diretamente a base financeira e operacional de indivíduos que vinham promovendo desordem, intimidação e insegurança em bairros específicos do município”, afirmou o delegado Rafael Fossari, da Delegacia de Poxoréu, responsável pela investigação.

Além das prisões e apreensões, a operação deve gerar desdobramentos importantes na investigação de outros delitos relacionados, como furtos e roubos.

Próximos passos

Após as prisões, os suspeitos foram conduzidos para as Delegacias de Poxoréu, Primavera do Leste e Rondonópolis, onde os mandados foram cumpridos. Eles também foram interrogados e formalização dos procedimentos legais. Eles permanecerão à disposição da Justiça, e novos pedidos de diligências podem ser solicitados conforme o avanço das investigações.

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“A Polícia Civil continuará intensificando ações de inteligência e operações integradas para coibir a criminalidade e garantir maior sensação de segurança à população de Poxoréu e região”, finalizou o delegado Rafael Fossari.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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