A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta quarta-feira (1º.4), um homem de 43 anos, condenado pelo crime de estupro de vulnerável a nove anos e quatro meses de prisão por manter um relacionamento sexual com uma adolescente de 13 anos, em Araputanga.
O mandado de prisão foi expedido pela Vara Única da Comarca de Araputanga em 25 de março de 2026 e, desde então, os investigadores da Delegacia de Araputanga empreenderam investigações para localizar o condenado e efetivar a ordem judicial.
Após cerca de uma semana de buscas, as investigações lograram êxito na tarde desta quarta-feira, por volta das 16 horas, quando o foragido foi localizado em via pública no bairro Jardim do Brasil, em Araputanga, enquanto realizava serviços de poda de árvores na área urbana do município. O preso foi conduzido sem uso de algemas e sem apresentar resistência.
O crime
O investigado, à época com 38 anos, manteve relacionamento sexual com uma adolescente de 13 anos, residente em Araputanga. O caso chegou ao conhecimento do Conselho Tutelar por meio de denúncia anônima.
As investigações, iniciadas em 2021 e formalizadas em inquérito policial em abril de 2024, reuniram como provas o laudo pericial da vítima, que confirmou vestígios de conjunção carnal, a escuta especializada da vítima, os termos de declaração e o próprio interrogatório do investigado, que admitiu o relacionamento e as relações sexuais.
O caso foi enquadrado como estupro de vulnerável (artigo 217-A do Código Penal), sendo irrelevante o alegado consentimento da vítima ou o conhecimento dos familiares. O investigado foi indiciado, processado e condenado à pena definitiva de 9 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado.
“A Delegacia de Araputanga reafirma seu compromisso com a segurança pública e demonstra estar atenta aos mandados de prisão em aberto na região, adotando postura de tolerância zero em relação a crimes graves, em especial aqueles praticados contra crianças e adolescentes”, afirmou o delegado Kleber Emanuel Novaes.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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