Um criminoso apontado como autor de uma série de furtos de fiação elétrica foi preso em flagrante pela Polícia Civil, na tarde de segunda-feira (24.11), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa.
O suspeito, de 34 anos, conhecido como “Gato a Jato”, é apontado como autor de diversas subtrações de fiação em bairros do município e foi autuado em flagrante pelo crime de furto qualificado.
A prisão do suspeito ocorreu após os policiais da Derf Confresa tomarem conhecimento de um vídeo divulgado em grupos de WhatsApp, em que o criminoso aparecia arrancando fiações de uma caixa de energia de uma residência ainda em construção.
As investigações apontaram que para praticar os crimes, o suspeito percorria ruas da cidade a procura de imóveis, em fase final de acabamento, de onde subtraía toda a fiação elétrica, além de materiais e tubulações de cobre. Após os furtos, o suspeito retirava o cobre dos fios e revendia o material em estabelecimentos de compra de recicláveis, por cerca de R$ 30 o quilo.
Durante a ação policial, os investigadores foram informados de que outras duas vítimas haviam comparecido à Delegacia de Polícia para registrar novas ocorrências relacionadas ao mesmo tipo de crime, também atribuídas ao suspeito.
Questionado, ele confessou os crimes, relatando ter vendido, instantes antes de ser localizado, uma extensão elétrica para uma mulher que trabalha no ramo de compra e venda de recicláveis. A suspeita confirmou a transação, afirmando ter adquirido aproximadamente 40 metros de extensão elétrica pelo valor de R$ 50.
Após a lavratura do flagrante, o preso foi colocado à disposição da Justiça.
Diante dos fatos, o suspeito foi encaminhado à Derf de Confresa onde foi interrogado e autuado em flagrante pelo crime. Durante interrogatório, ele declarou à equipe policial que cometia os furtos para sustentar o vício em crack e que não sabia precisar quantas residências havia furtado, pois estava há mais de três dias sem dormir em razão do uso da droga.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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