Mato Grosso

Polícia Civil cumpre 12 mandados contra o crime organizado em Araputanga e Reserva do Cabaçal

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Doze mandados judiciais foram cumpridos na Operação Revelare, deflagrada pela Polícia Civil, nesta sexta-feira (14.3), nos municípios de Araputanga e Reserva do Cabaçal, contra integrantes de uma facção criminosa instalada na região.

Os envolvidos respondem pelos crimes de sequestro, homicídio qualificado, ocultação de cadáver e por promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa.

Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão domiciliar. Um dos suspeitos presos, exercia a função de gerente da facção criminosa em Reserva do Cabaçal, e é apontado como um indivíduo violento, responsável por intimar os moradores e atuar no tráfico de drogas.

A Operação Revelare resultou também na prisão do ex-gerente da facção que agia no município de Araputanga, e do responsável pela “disciplina” da facção, ou seja, aquele que ordena e executa punições contra desafetos e até mesmo contra membros da própria organização criminosa.

Uma arma de fogo, pistola de calibre 9 milímetros com a numeração raspada, também foi apreendida.

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Homicídio

Um dos crimes praticados pelos investigados foi o homicídio de Fabrício Gomes Ramos, ocorrido no mês de abril de 2023. O caso foi tratado inicialmente como uma ocorrência de desaparecimento de pessoa. No entanto, no decorrer das investigações, constatou se tratar de homicídio com ocultação de cadáver.

A vítima foi sequestrada, mantida em cativeiro, forçada a se submeter a um falso julgamento via chamada de vídeo e, em seguida, executada a tiros e enterrada. O crime foi motivado pela disputa entre facções criminosas rivais.

Localização do corpo

O corpo da vítima, Fabrício Gomes Ramos, foi localizado nesta sexta-feira (14), enterrado no quintal de uma casa no bairro João China, em Araputanga. Os restos mortais foram recolhidos pela Politec para exames periciais.

Conforme o delegado responsável pela investigação, Fabrício Garcia Henriques, a Polícia Civil reafirma seu compromisso com a sociedade e certamente as cidades de Araputanga e de Reserva do Cabaçal estarão mais seguras com a prisão destes indivíduos.

“A população pode colaborar no enfrentamento ao crime organizado através de denúncias pelo disque 197, garantido o sigilo absoluto”, destacou o delegado.

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As diligências contaram com o apoio dos policiais civis da Gerência de Operações Especiais (Goe), da Delegacia Regional de Cáceres e outras unidades da circunscrição.

Operação Revelare

A ação faz parte da megaoperação “Inter Partes”, planejada pela Polícia Civil para reprimir à criminalidade em Mato Grosso, que busca por meio de investigações criteriosas e qualificadas, aprimorar e ampliar a atuação no combate à criminalidade, demonstrando a força do Estado perante os grupos que insistem em tentar tirar a tranquilidade da população mato-grossense.

As ações da Operação Inter Partes ocorrerão de forma constante, com objetivo de desarticular a atuação das facções criminosas em Mato Grosso, e integra o programa estadual Tolerância Zero.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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