Mato Grosso

MT amplia participação no Valor de Transformação Industrial e mantém desempenho positivo da indústria em 2025

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Mato Grosso segue consolidando sua posição de destaque no cenário industrial brasileiro. De acordo com a Pesquisa Industrial Anual, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado ampliou sua participação no Valor de Transformação Industrial (VTI) e registrou crescimento na produção industrial no acumulado de janeiro a abril de 2025, frente ao mesmo período do ano anterior.

O VTI, que mede o valor gerado efetivamente pela indústria ao subtrair os custos dos insumos do valor bruto da produção, teve expansão significativa em Mato Grosso. Em dez anos, o Estado elevou sua participação no indicador dentro da região Centro-Oeste de 24,8% para 26,8%, um ganho de dois pontos percentuais.

Segundo Anderson Lombardi, secretário adjunto de Indústria, Comércio e Incentivos Programáticos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), os bons resultados refletem a estratégia adotada por Mato Grosso para fomentar o ambiente de negócios e atrair investimentos.

“Mato Grosso é o Estado que mais investe no Brasil. Aplicamos 20% de toda a nossa receita corrente líquida em infraestrutura, o que representa uma devolução concreta à sociedade dos recursos arrecadados com impostos”, afirmou.

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Além do avanço no VTI, o Estado também registrou alta de 1,2% na produção industrial no primeiro quadrimestre de 2025, comparado ao mesmo período de 2024.

Nos últimos 12 meses, a produção industrial em Mato Grosso acumula alta de 3,6%, o que indica uma trajetória consistente de expansão e maturidade do setor, força e resiliência.

O crescimento da indústria em Mato Grosso é fortemente impulsionado pelos setores de alimentos e biocombustíveis, que sustentam a base da agroindústria local. O estado é o segundo maior produtor de etanol do país e lidera a produção de etanol de milho, com 11 biorrefinarias em operação, o maior número de empreendimentos desse tipo no Brasil.

“Desde 2019, o Estado passou a oferecer segurança jurídica aos investidores com a modernização da legislação tributária. Na mesma lei que trouxe essa garantia, também reformulamos os benefícios fiscais, que hoje estão entre os melhores do país. Contamos com matéria-prima em abundância, infraestrutura logística em constante expansão, como estradas pavimentadas e ferrovias, além de investimentos em saúde, educação e um ambiente de negócios que chama atenção de investidores do Brasil e do mundo”, completou Lombardi.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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