Chegou ao Parque Novo Mato Grosso, na manhã deste domingo (25.5) um carregamento com dois contêineres contendo peças do projeto da roda-gigante que será construída no local. O lote inclui placas de base e insertes, itens que serão instalados na fundação da estrutura e têm a função de conectar as colunas da roda à base de sustentação.
A roda-gigante é um dos atrativos mais aguardados do parque, que está sendo construído pelo Governo de Mato Grosso, por meio da MT Participações e Projetos (MT Par). Com 108 metros de altura, ela será a maior roda-gigante da América Latina.
“É um atrativo grandioso, acessível à população e que oferecerá uma belíssima vista panorâmica da cidade. Aqui, no Parque Novo Mato Grosso, ela vai compor um conjunto de atrações como pista de skate, motocross, kart e automobilismo. Serão inúmeras possibilidades de lazer, entretenimento e prática esportiva”, afirma Wener Santos, presidente da MT Par.
A construção da roda está a cargo de uma empresa chinesa, sediada naquele país. A expectativa é que toda a estrutura chegue pronta para instalação a partir de 7 de julho, prazo final de produção. Após a conclusão, o material será embarcado em navio até o porto de Santos (SP), e de lá seguirá por transporte terrestre, formado por 77 carretas, até Cuiabá.
Conforme o projeto, a roda-gigante será instalada no canteiro central do Parque Novo Mato Grosso e, por conta de sua altura e localização privilegiada, poderá ser vista de diversos pontos da cidade, inclusive do Centro de Cuiabá.
Projeto mostra como ficará roda-gigante depois de construída; atrativo será a maior roda-gigante da América Latina. Imagens: MT Par
Toda a estrutura da roda-gigante ocupará 1.000,37 m² de área construída, dividida em três níveis: térreo, primeiro pavimento e cobertura, esta última destinada ao embarque dos visitantes.
O Parque Novo Mato Grosso será o maior espaço multieventos da América Latina e está sendo construído a 8 km de Cuiabá, na rodovia de acesso a Chapada dos Guimarães. O empreendimento tem 300 hectares de área e tem o objetivo de fomentar o esporte, negócios e o turismo de todo MT.
A roda gigante terá 42 cabines que carregam entre 6 e 8 pessoas por vez e cada giro na roda leva entre 30 e 35 minutos.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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