Mato Grosso

Inep prorroga prazo para escolas enviarem dados escolares

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogou o prazo para as escolas de todo o país enviarem os dados da Matrícula Inicial do Censo Escolar 2025. Antes previsto para o dia 31 de julho, o novo prazo agora vai até 06 de agosto, conforme determina a Portaria MEC nº 450/2025.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) reforça a importância da participação das escolas estaduais neste processo e orienta que os responsáveis fiquem atentos ao calendário de migração, que consiste na transferência dos dados escolares do sistema da Seduc diretamente para o Sistema Educacenso. Após a migração, é essencial realizar a conferência das informações para garantir a fidelidade dos dados.

“Essas informações são fundamentais não apenas para compor as estatísticas da educação brasileira, mas também para garantir a correta participação dos estudantes em avaliações como o Saeb”, explica o secretário de Estado de Educação, Alan Porto.

Ele acrescenta que a secretaria tem dado total apoio às unidades escolares para que cumpram todas as etapas do processo com segurança e precisão.

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Os dados declarados também serão utilizados para identificar os estudantes que participarão da edição 2025 do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), conforme a Portaria MEC nº 435/2025.

Entre as novidades do Censo Escolar deste ano, estão a obrigatoriedade da declaração da etnia para os povos indígenas e a inclusão de informações sobre transtornos que impactam o processo de aprendizagem, como dislexia, disortografia, disgrafia, dislalia, discalculia, TDAH e Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC). Até 2024, o levantamento era restrito às deficiências, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e altas habilidades/superdotação.

Outro ponto importante é que o layout do sistema do Educacenso foi totalmente reformulado. O novo portal pode ser acessado por meio do link.

Para facilitar o entendimento e apoiar os gestores escolares, a Seduc-MT disponibilizou uma série especial de conteúdos explicativos no CensoCast, que está disponível no canal da secretaria no YouTube: Assista aqui.

Mais informações sobre o Censo Escolar 2025 podem ser consultadas no site do Inep.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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