O Governo de Mato Grosso já investiu mais de R$ 455 milhões em Nova Maringá nos últimos sete anos, em um pacote de obras e ações que envolve áreas como infraestrutura, educação, saúde e assistência social, melhorando a qualidade de vida da população e impulsionando o desenvolvimento regional.
Na infraestrutura, por exemplo, o Governo investiu R$ 47,1 milhões para asfaltamento de 81 quilômetros das rodovias MT-492/249, no trecho entre São José do Rio Claro e Nova Maringá, e R$ 46,8 milhões na construção de seis pontes de concreto sobre os rios Arinos, Arinos III, Ponte Pedra, Sangue, Alegre II e Patos, nas MT-242, MT-488 e MT-249.
Outro investimento para melhorar a infraestrutura do município foi a ampliação do sistema de armazenamento de água, que recebeu R$ 741 mil do Governo do Estado.
Para fortalecer a educação, foram entregues quatro ônibus escolares, no valor de R$ 1,5 milhão, uma quadra poliesportiva na Escola Municipal Aline Luzia, e a ampliação da Escola Estadual Angelo Milhorança. As escolas estaduais do município também passaram por uma modernização e receberam investimentos para ampliar a inclusão digital e o acesso às tecnologias, com chromebooks e smart tvs.
A saúde em Nova Maringá também recebeu investimentos para compra de ambulâncias.
Os moradores também foram beneficiados com ações do programa SER Família. Além de cestas de alimentos, kits de higiene e limpeza e cobertores, o Governo do Estado investiu mais de R$ 3,6 milhões para construção de 50 casas para famílias em situação de vulnerabilidade social por meio do programa SER Família Habitação, na modalidade Faixa Zero.
As ações do Governo ainda fortaleceram a agricultura familiar e a infraestrutura com entrega de máquinas e veículos, no valor de R$ 3,7 milhões, fortalecendo a capacidade de atendimento da prefeitura e ampliando a eficiência dos serviços prestados à população.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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