O governador Mauro Mendes inaugura em Rondonópolis, nesta segunda-feira (2.6), a ponte ferroviária sobre o Rio Vermelho, que integra o projeto da 1ª Ferrovia Estadual do país. O governador também visitará outros trechos das obras da ferrovia. A inauguração da ponte está prevista para 9h30.
Mauro Mendes chega ao município às 8h e vai direto para o canteiro de obras da ferrovia estadual, que está sendo construída pela empresa Rumo e é o maior projeto ferroviário com obras em execução no Brasil.
A ponte ferroviária do Rio Vermelho tem 460 metros de extensão e 12 vãos, o que faz dela a maior ponte da ferrovia estadual em Mato Grosso. No total, a ferrovia prevê a construção de 22 pontes, 21 viadutos, cinco passagens inferiores e dois túneis.
Após a inauguração, o governador e representantes da Rumo atenderão a imprensa, ainda no canteiro de obras da ferrovia.
A 1ª Ferrovia Estadual terá 743 quilômetros de trilhos, que se dividirão em dois ramais, um interligando os municípios de Rondonópolis a Cuiabá, e o outro, Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. O modal passará por 16 municípios do Estado, fazendo conexão com a malha ferroviária nacional e o Porto de Santos. O primeiro terminal deve entrar em operação em 2026.
8h – Chegada em Rondonópolis (no Hangar 24 Service) 8h15 – Vistoria às obras de construção da 1ª Ferrovia Estadual 9h30 – Inauguração da Ponte Ferroviária sobre o Rio Vermelho 9h50 – Atendimento à imprensa 10h20 – Reunião na Prefeitura de Rondonópolis 11h30 – Entrevista para o SBT
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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