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Governador autoriza mais investimentos no Médio-Norte: “obras importantes estão saindo do papel”, afirma vice-prefeito de Sorriso

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O governador Otaviano Pivetta assinou, nesta quinta-feira (11.6), convênios e autorizações de investimentos no montante de R$ 221 milhões para municípios do Médio-Norte mato-grossense. Os investimentos contemplam obras de infraestrutura urbana e rural, habitação popular, assistência social e mobilidade.

“O dinheiro que o Estado arrecada precisa voltar para a população em forma de obras e serviços. Foi para isso que organizamos Mato Grosso. Hoje temos capacidade de investir, fazer parcerias com os municípios e ajudar a resolver problemas que muitas vezes se arrastavam há anos. O cidadão mora no município e é lá que o resultado precisa aparecer”, afirmou Otaviano Pivetta.

Em Sorriso, foram firmados convênios para construção de uma ponte de concreto armado sobre o Rio Celeste, na Estrada do Pau Oco, além do asfaltamento da Rodovia Municipal Vale do Verde, da MT-404 até a Comunidade São Luiz Gonzaga, da Estrada Camícia e da região da Estrada Bedin e Fazenda Jatobá. Juntos, os investimentos ultrapassam R$ 97 milhões.

“Quando falamos em infraestrutura, não falamos apenas de produção. Falamos de transporte escolar, acesso à saúde e qualidade de vida para as famílias. Essa parceria entre Estado e municípios tem permitido que obras importantes saiam do papel e cheguem onde as pessoas realmente precisam”, afirmou o vice-prefeito de Sorriso, Acácio Ambrosini.

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Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Em Lucas do Rio Verde, o Governo do Estado autorizou aporte de R$ 3,7 milhões para garantir a conclusão e melhorar a qualidade de um empreendimento habitacional, que vai beneficiar 150 famílias do município. O município também recebeu recursos para implantação do Parque Oeste, com investimento de R$ 24 milhões, e para o asfaltamento da Estrada Vicinal Linha 33, obra de R$ 49,5 milhões que vai ampliar a infraestrutura logística da região.

Os investimentos também contemplam aporte de R$ 625 mil para garantir a conclusão e melhorar a qualidade de um empreendimento habitacional, que atenderá 25 famílias em União do Sul; a construção do novo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) em Santa Rita do Trivelato, com investimento total de R$ 1,9 milhão; obras de asfalto, drenagem e sinalização na Avenida Brasília, em Itanhangá, no valor de R$ 5,4 milhões; o asfaltamento da estrada vicinal FN-44, em Feliz Natal, com investimento de R$ 14,3 milhões; e o asfaltamento de estrada municipal em Santa Carmem, obra estimada em R$ 18 milhões.

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A agenda contou com a presença do deputado estadual Ondanir Bortolini (Nininho), do secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, do secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, do presidente da MT Par, Wener Santos, e do presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo (Maninho).

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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