Mais uma etapa da 20ª edição do Festival Estudantil Temático de Trânsito (Fetran) inicia-se nesta semana. A fase metropolitana começa nesta segunda-feira (11.8) e segue até sexta-feira (15.8), em Várzea Grande.
O festival oferece aos estudantes a oportunidade de desenvolver habilidades artísticas e cívicas, reforçando a importância da paz e da responsabilidade no trânsito.
Nesta edição, participam 209 grupos de 36 municípios de Mato Grosso, reunindo mais de 3 mil estudantes e impactando cerca de 15 mil espectadores.
Realizado pela Superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), o evento ocorre em etapas regionais e será encerrado com uma mostra estadual em Cuiabá.
Etapas Regionais Confirmadas:
Etapa Araguaia (R1) – Primavera do Leste | 09 a 13/06
Mais informações e o formulário de inscrição estão disponíveis no site oficial: www.fetran.com.br.
Sobre o Fetran
Celebrando 20 anos, o Fetran apresenta uma edição especial e marcante. Os espetáculos teatrais abordam, de forma lúdica e educativa, temas ligados à segurança no trânsito, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com a vida.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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