Dez estudantes da rede estadual de ensino que compõem a equipe Mutum-X, vão representar o Brasil no mundial de Robótica, em Houston, nos Estados Unidos, no mês de abril. Os jovens talentos foram classificados no Festival de Robótica Educacional 2025, realizado em São Paulo, no início do mês de março.
No evento, oito equipes formadas exclusivamente por estudantes da rede estadual de Mato Grosso participaram da First Robotics Competition (FRC), demonstrando criatividade, trabalho em equipe e habilidades tecnológicas de ponta. O torneio é conhecido por desafiar os competidores a desenvolver soluções inovadoras na área da robótica.
A equipe Mutum-X se destacou ao conquistar o prêmio Rookie All-Star, concedido às equipes estreantes com melhor desempenho. A equipe, formada por oito estudantes da Escola Estadual Militar Tiradentes Coronel PM Celso Henrique Souza Barbosa e dois estudantes da Escola Estadual José Aparecido Ribeiro, também alcançou a fase final do Regional – SP, consolidando-se como uma das grandes promessas da competição.
Criada em 2024, a Mutum-X teve sua primeira participação no torneio Off Season, realizado em agosto, em Cuiabá. Durante o Festival de Robótica em São Paulo, a competição também promoveu um importante intercâmbio entre os participantes, contando até mesmo com a presença de uma equipe da Argentina.
Os estudantes que irão representar o Brasil no Mundial de Robótica pela Escola Estadual Militar Tiradentes, são: Carolina Andrade Santos, Eduardo Henrique Vidal, Gabriel Felippe Dresseno, Ketlen Pereira da Silva, Luiz Antônio Veríssimo, Rafael Rodrigues Vieira, Thiago Thomaz de Sousa, Vagner Antônio Lorencato Júnior. Já pela Escola Estadual José Aparecido Ribeiro, são: Raul Chaves Trennepohl e Yuri Fernando da Silva Ribeiro, sob a orientação do mentor Professor Marco Aurélio Fernandes.
A conquista da Mutum-X representa um grande avanço para a robótica educacional em Mato Grosso, incentivando cada vez mais jovens a ingressarem no mundo da tecnologia e da inovação. O desafio agora será representar o Brasil com êxito no Mundial de Robótica, levando a garra e o talento mato-grossense para a competição internacional.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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