Mato Grosso

Esporte escolar transforma vidas e fortalece autonomia de estudantes da Rede Estadual

Publicado em

As aulas na Rede Estadual de Ensino, ano letivo 2026, foram retomadas nesta segunda-feira (2.2) e com elas o esporte escolar, uma das mais potentes ferramentas de inclusão e transformação social. Para estudantes da educação inclusiva, a prática esportiva vai além da atividade física, representa espaço de acolhimento, construção de pertencimento e estímulo à superação de desafios, abrindo caminhos para novas perspectivas educacionais e projetos de vida.

Por meio da Coordenadoria de Educação Inclusiva, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) busca garantir que os estudantes, inclusive aqueles com deficiências ou transtornos, tenham acesso a uma educação pública de qualidade, fortalecendo ações nas escolas por meio do esporte.

O ambiente esportivo escolar contribui para o desenvolvimento da autonomia, da autoestima e combate ao capacitismo deixando claro que as diferenças não são limites, mas sim, novos pontos de partida.

Um exemplo desse trabalho está no município de Paranatinga, na Escola Estadual de Tempo Integral Regular Apolônio Bouret de Melo, onde, desde 2016, vem sendo desenvolvido um projeto de atletismo paralímpico. A ação transforma a rotina e as perspectivas de estudantes da educação inclusiva.

De acordo com a professora de Educação Física, Andressa Ueharo Carvalho, o projeto nasceu inspirado na alegria e na vontade de um estudante com paralisia cerebral ter as mesmas oportunidades que os outros.

Leia Também:  Polícia Civil deflagra operação contra suspeitos de ameaçar, caluniar e difamar policiais penais

“O desejo desses estudantes é de sonhar como os outros, de se sentirem úteis e importantes, quebrando barreiras e mostrando que o capacitismo não existe”, afirmou.

Já para a professora do Atendimento Educacional Especializado (AEE), Vilma Campanha dos Santos, o esporte é uma ferramenta poderosa de inclusão social. “O esporte motiva a permanência na escola, fortalece a autoestima e contribui para o desenvolvimento físico, emocional e social dos estudantes”, destaca.

Assim como Vilma, a diretora da escola, Valdirene Pereira Coelho, reforça que o projeto se tornou um marco de transformação, promovendo orgulho e emoção em toda a comunidade escolar.

Outros destaques do esporte inclusivo no estado estão no município de Cáceres, com a Escola Estadual de Tempo Integral Regular Dr. Leopoldo Ambrósio Filho e com a Escola Estadual Cívico-Militar Frei Ambrósio, reconhecido pelo incentivo ao paradesporto e pela formação de jovens talentos.

Para Valdeir Pereira, professor técnico da Coordenadoria de Gestão Pedagógica da Diretoria Regional de Educação (DRE) de Primavera do Leste, o esporte é um espaço de descoberta. “Para muitos estudantes com deficiência, a quadra ou a pista de atletismo são os primeiros lugares onde eles se sentem verdadeiramente vistos, capazes e acolhidos”, ressalta.

Leia Também:  Primeiro avicultor legalizado de Cáceres demonstra exemplo da força do setor em Mato Grosso

Os avanços observados são resultado do empenho de professores, coordenadores, diretores escolares, do apoio das famílias e do fortalecimento de políticas públicas inclusivas, como programas de incentivo ao esporte, como o Bolsa Atleta e o Auxílio Atleta.

Os estudantes não apenas elevam o nome dos municípios de Paranatinga e Cáceres, mas também inspiram toda a comunidade escolar a valorizar a inclusão e a força do esporte como ferramenta de transformação.

Escolas de Tempo Integral

No total, a Rede Estadual conta com 96 escolas de tempo integral, atendendo mais de 15 mil estudantes.

Nas Escolas Integrais, os estudantes entram em contato com um modelo de ensino que amplia as oportunidades, aprendizagens e a autonomia. Eles participam de estudo orientado, com dicas e técnicas para melhorar os estudos e também participam de tutoria, com acompanhamento de um professor tutor.

Além disso, os estudantes realizam avaliação semanal e eletiva para o ensino fundamental e práticas experimentais, projeto de vida e protagonismo, com a participação em atividades práticas de ciências em laboratórios e em clubes de arte e esportes.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

Published

on

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

Leia Também:  Poder Judiciário de Mato Grosso

Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Leia Também:  Casa Silva Freire inicia 2026 com oficinas, lives e ações formativas

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA