Mato Grosso

Empreendedorismo sustentável e desfile inclusivo marcam evento promovido pela Sema e parceiros

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), o Movimento Nacional Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS Cuiabá) e a BPW Várzea Grande reuniram neste sábado (09), no Complexo de Multiuso do Várzea Grande Shopping, mais de 20 estandes com exposição de produtos confeccionados por mulheres que criam e transformam suas histórias por meio do empreendedorismo sustentável.

Além da exposição, quem passou pelo local teve a oportunidade de assistir ao “Desfile Sustentável Raízes e Vozes – Sustentabilidade está na Moda”. “Cada espaço desse evento, cada estande, cada história representa um ou mais de um ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). Aqui damos visibilidade ao protagonismo feminino, geramos renda, fortalecemos parcerias e apresentamos uma nova forma de produzir, mais consciente e mais ética”, ressaltou a coordenadora do evento, Cleonice Neris.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que a política de desenvolvimento sustentável implementada pelo órgão está fundamentada em três pilares: ambiental, econômico e social. “Não há o que se falar em desenvolvimento sustentável sem olharmos para o outro, oferecendo oportunidades de crescimento e inclusão”, enfatizou.

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Indígena da aldeia Wazare do Povo Pareci, localizada no município de Campo Novo do Parecis, Hayka Paresi trouxe para o evento roupas produzidas pela associação de mulheres indígenas com impressão botânica em tecido seda. Na aldeia, as mulheres produzem suas próprias tintas com matéria-prima orgânica e utilizam plantas medicinais para criar as estampas.

“Essas imagens são folhas de plantas medicinais que utilizamos em nosso cotidiano. No evento estamos com representatividade tanto nas roupas como no desfile”, revelou Hayka Paresi, que participa pela primeira vez de uma exposição realizada em um shopping.

A empreendedora Gislene Cruz, 48 anos, trouxe para exposição biojoias (acessórios feitos com materiais orgânicos da natureza), bonecas e outros produtos artesanais. Quando questionada sobre qual seria o seu favorito, ela não teve dúvidas e apresentou a cadeirinha feita com cipó urubamba.

Ela conta que desde criança sempre gostou de artesanato, mas foi há 10 anos que decidiu se aperfeiçoar. Atualmente, além de vender os seus produtos em feiras, também mantém uma loja no centro de Cuiabá onde divide o espaço com outros integrantes de uma associação.

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Diversidade

Com uma proposta de inclusão, o “Desfile Sustentável Raízes e Vozes – Sustentabilidade está na Moda” trouxe para a passarela, além de modelos profissionais, mulheres que atuam em outros setores, indígenas, negros, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+.

O estilista e curador do desfile, Jhosemar Corrêa, destacou que a proposta da coleção foi proporcionar uma reflexão sobre os conceitos de moda circular e inovação sustentável, tendo como foco mulheres em situação de vulnerabilidade.

O evento contou ainda com apresentação do Coral Canto e Encanto, apresentação de danças de Siriri e Cururu e performance artística visual em tempo real.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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