A obra de duplicação da BR-163 vai receber, nesta quinta-feira (16.10), o prêmio de Melhor IRI de Implantação de Obra pelo trecho entre os municípios de Sorriso e Sinop, no Norte de Mato Grosso. A solenidade será realizada às 15h, na sede da concessionária Nova Rota do Oeste, em Cuiabá, com a presença do governador Mauro Mendes.
A premiação, concedida pela MOBA, empresa de equipamentos de automação para infraestrutura, é um reconhecimento pela qualidade e conforto alcançados com a obra de duplicação, em um trecho específico de 10 km, onde foi calculado um Índice de Irregularidade Internacional (IRI) de 0,58.
O valor alcançado é um recorde nacional de qualidade, sendo o melhor índice de conforto já registrado no Brasil.
A obra de duplicação da BR-163 foi destravada após o Governo de Mato Grosso assumir a concessão da rodovia, em 2023, e é administrada pela concessionária Nova Rota do Oeste.
Serviço Entrega do Prêmio de Melhor IRI de Implantação de Obras à Concessionária e visita à sede da Nova Rota Data: Quinta-feira (16.10), às 15h Local: Sede da Nova Rota – Avenida Miguel Sutil, 15.160 – Coophamil, Cuiabá
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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