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Desenvolve MT se destaca entre as instituições que mais operam o Fampe em Mato Grosso

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A Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso conquistou o terceiro lugar no ranking das instituições financeiras que mais utilizaram o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), ao longo de 2025. O fundo é utilizado como garantia complementar nas operações de crédito contratadas no Estado.

O resultado foi anunciado nesta quinta-feira (5.3), durante solenidade realizada em Cuiabá, no Centro de Eventos do Pantanal, que contou com a presença das instituições financeiras Sicredi, Sicoob, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, também operadoras do Fampe em Mato Grosso. O encontro teve ainda a participação do presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima.

Somente em 2025, a Desenvolve MT liberou R$19 milhões em operações de crédito com garantia do Fampe, contemplando 267 empresas entre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs).

O fundo representa uma alternativa estratégica para empreendedores que não dispõem de avalista, figura responsável por assumir o pagamento da dívida em caso de inadimplência. Ao funcionar como garantia para as instituições financeiras, o Fampe reduz riscos e amplia o acesso ao crédito, especialmente para pequenos negócios que enfrentam dificuldades para apresentar garantias tradicionais.

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Para a presidente da Desenvolve MT, Mayran Beckman, o reconhecimento pelo segundo ano consecutivo, reflete o trabalho de toda equipe da agência, e do Governo do Estado que tem políticas públicas estruturadas.

”Esse resultado é fruto do trabalho de toda a equipe e da importante parceria com o Sebrae/MT, que tem sido fundamental para fortalecer programas como o Fampe. Seguiremos empenhados para que, em 2026, possamos alcançar resultados ainda maiores e atender um número crescente de microempreendedores em Mato Grosso”, destacou a presidente Mayran Beckman.

A diretora-Superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, afirmou que um dos grandes desafios na vida dos empreendedores é conseguir recursos para manter ou ampliar os negócios. “Nunca foi fácil para uma microempresa bater à porta de um banco e conseguir crédito sem um avalista. É uma dor profunda ter uma ideia, um sonho, um desejo de realizar e não encontrar o apoio financeiro para empreender. Por isso, temos que buscar força e inspiração no dia a dia, com boas práticas de trabalho voltadas ao coletivo. E o Fampe desempenha esse papel e impulsiona sonhos e projetos”, afirmou.

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Participaram da solenidade, o diretor de Desenvolvimento e Crédito da Desenvolve MT Hélio Tito Simões de Arruda, Elizandra Helmann, Superintendente de Crédito da Desenvolve MT, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro e Raí Oliveira, tetracampeão mundial e embaixador do programa Acredita do Sebrae.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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