A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) informa que os cruzamentos da avenida Tenente-Coronel Duarte (Prainha) com as avenidas Isaac Póvoas e Getúlio Vargas serão interditados, na noite desta segunda-feira (9.3), para que seja feita a recuperação do asfalto das pistas.
A ação será executada na segunda à noite, justamente para evitar maiores transtornos, com o trânsito retornando ao normal logo em seguida.
Será interditada uma faixa por vez, o que permitirá o trânsito direto pela Prainha, mas não permitirá que quem está na Isaac Póvoas cruze para o Morro do Seminário. Da mesma forma, quem está indo do Centro para o CPA não conseguirá cruzar para a Avenida Getúlio Vargas nesta noite.
A orientação é para que os motoristas evitem este trecho na noite da segunda.
As obras de implantação do BRT continuam também no trecho entre a Rua Dom Bosco e a Avenida XV de Novembro. A previsão é que, caso a Águas Cuiabá finalize a drenagem na segunda-feira, o Consórcio Integra BRT inicie a nova camada de asfalto imediatamente.
Já no trecho próximo ao Shopping Popular, continuam serviços de drenagem. A Travessa José Aníbal Bouret, em frente a Realmat, será interditada para isso. A orientação é que os motoristas peguem a próxima via disponível para fazer o retorno, como a Avenida Senador Metelo, para quem está na Prainha, ou a Rua Comandante Suídio, para quem está na XV de Novembro.
Também poderá haver interdições de faixas entre a Ilha da Banana e a Praça Ipiranga para a travessia de tubulações.
Avenida do CPA
Na Avenida do CPA, os serviços seguem com drenagem na pista que vai para o centro e implantação do Parque Linear. No trecho em frente à Academia Bluefit, está sendo realizada a limpeza e desobstrução do sistema de drenagem, o que pode provocar interdição na faixa próxima às vagas de estacionamento.
Complexo Leblon
Na Avenida Miguel Sutil, próximo a Todimo, vai começar a execução dos blocos das travessas do novo viaduto. Os trabalhos também seguem com escavações e pavimentação da alça de descida para a Avenida do CPA. No trecho em frente ao Jardim Leblon, seguem os serviços de contenção e escavações.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.AceitarLeia nossa política de privacidade
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.AceitarLeia nossa política de privacidade