Mato Grosso

Crédito da Desenvolve MT fortalece ateliê de enxovais infantis e amplia capacidade produtiva

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Empresária, fisioterapeuta e mãe, a carreira de Patrícia Machado começou no meio acadêmico, mas durante a gravidez ela viu a oportunidade de acompanhar o crescimento do filho e empreender dentro de casa. Foi assim que nasceu o Ateliê de Bordados Patrícia Machado em 2014 e, 11 anos depois, ganhou um novo capítulo com o apoio da Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso.

Patrícia dedicou cinco anos à carreira acadêmica como professora universitária no curso de Fisioterapia. Em 2014, ao descobrir a gravidez do filho, começou a procurar quem fizesse um enxoval bordado e personalizado. Como não encontrou o que desejava, decidiu produzir o próprio enxoval. Em apenas um ano, o que começou como um improviso se transformou em negócio: em parceria com a mãe, ela comprou a primeira máquina de bordado e costura e deram início ao projeto. No entanto, foi somente em 2018, após ser desligada da universidade, que Patrícia deixou definitivamente a carreira acadêmica e passou a se dedicar integralmente ao empreendimento, que se tornou sua principal fonte de renda.

O ateliê tem como carro chefe os enxovais infantis, como kit berço completo, fraldas e saída da maternidade. Para Patrícia, o objetivo é que as mães saiam com tudo que vão precisar, tanto na saída da maternidade, quanto ao chegarem com o bebê em casa. Para ela, essa comodidade é um dos principais diferenciais do negócio.


Patrícia conta que, na época, viu a situação como uma oportunidade para investir no ateliê. Ela pediu para o marido “segurar a barra” das finanças em casa e, já que não colocariam o filho na escola em período integral, ela poderia focar no estúdio de bordado. “Meu filho já estava com seis anos, entrando na fase de alfabetização, e eu percebi que aquele era o momento certo para aproveitar uma oportunidade e alavancar o negócio.

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Durante a pandemia, a demanda aumentou e Patrícia decidiu apostar de vez no ateliê, deixando a fisioterapia em segundo plano para conciliar o trabalho com a criação do filho. O crescimento foi tão rápido que o apartamento onde morava já não comportava mais os produtos e equipamentos. A partir daí, veio a necessidade de investir em um espaço maior, novas máquinas e reforço na equipe para atender os pedidos.

Em 2025, um novo capítulo se iniciou e com apoio da Desenvolve MT Patrícia solicitou crédito para compra de novos equipamentos. Ela conta que demorou a buscar o financiamento por medo, mas quando entendeu melhor percebeu que seria a melhor escolha a se fazer. “Sempre tive muito medo de lidar com contas e de pegar crédito, mas quando pesquisei e vi que os juros eram baixos, entendi que não seria um peso e sim um investimento. Eu vinha comprando equipamentos aos poucos, mas comecei a perder encomendas porque não conseguia atender pedidos maiores. Além disso, em casa já não havia espaço para mais máquinas. Foi quando percebi que, se eu não desse esse passo, ficaria para trás. Tomei coragem, aluguei um espaço e busquei o financiamento”, afirma.

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Com um espaço novo especialmente para o ateliê, possibilitando a contratação de mais uma auxiliar, e 3 novas máquinas, de bordado, costura reta e overlock, Patrícia pode atender melhor a demanda dos clientes e, consequentemente, aumentar o faturamento.


A maternidade e a demissão acabaram se tornando o impulso definitivo para Patrícia apostar de vez no próprio negócio. Foi naquele momento que ela percebeu que precisava decidir entre retomar a carreira na fisioterapia ou dedicar energia ao empreendimento, mesmo sem garantias. “Eu tinha duas opções, continuar fazendo só uma coisinha ou realmente levar o ateliê para frente. Em 2018, eu escolhi ficar com o meu filho, mesmo que não desse certo. Foi uma escolha pela maternidade, por poder acompanhar o crescimento dele”, conta. A decisão, tomada com coragem, fez com que o ateliê deixasse de ser apenas uma atividade complementar e se transformasse na principal fonte de renda da família.

Hoje, Patrícia acredita que o incentivo certo pode fazer diferença especialmente para mulheres que empreendem, muitas vezes, sozinhas. “A mulher empreendedora precisa desse apoio, porque a gente carrega muita coisa nas costas. Isso não é só um trabalho, é colocar pão dentro de casa”, afirma. Para ela, iniciativas como o crédito oferecido pela Desenvolve MT podem abrir caminhos não apenas para mães, mas para pequenos empreendedores que precisam de uma oportunidade real para começar e garantir seu sustento.

*Com supervisão de Livia Rabani

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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