Mato Grosso

Com R$ 6,4 milhões em subsídios, Governo de MT auxilia 441 famílias a conquistarem a casa própria

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O Governo de Mato Grosso e o Governo Federal entregaram 441 casas do Programa SER Família Habitação na região do Distrito Industrial, em Cuiabá. As unidades fazem parte da modalidade Entrada Facilitada e foram finalizadas seis meses antes do prazo estabelecido em contrato.

As casas fazem parte do condomínio Jatobá, é um residencial fechado localizado na região do Distrito Industrial da Capital.

O governador Otaviano Pivetta destacou que o Governo de Mato Grosso alcançou, no início deste ano, a meta de viabilizar 40 mil moradias e já estabeleceu um novo objetivo: viabilizar outras 60 mil unidades até 2030, totalizando 100 mil moradias.

“O Estado tem condições de investir porque, desde 2019, foi realizada uma reorganização das contas públicas. Assim, hoje podemos construir casas, hospitais e oferecer uma série de serviços de qualidade à população”, destacou

O presidente da MT Par, Wener Santos, explicou que o empreendimento entregue nesta sexta-feira (12.06) faz parte da modalidade Entrada Facilitada, que concede subsídio de até R$ 25 mil para ser aplicado na entrada do imóvel.

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Além do benefício estadual, o contemplado pode acumular as vantagens do programa federal Minha Casa, Minha Vida e utilizar os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

“Com essa soma de esforços, conseguimos estruturar um programa eficiente, que tem ajudado milhares de famílias a conquistar a casa própria e viver com mais dignidade”, declarou.

O empreendimento recebeu investimento de R$ 6,4 milhões em subsídios do Governo do Estado.

Ao lado do condomínio Jatobá, estão sendo construídas outras 595 casas que também integram o Programa SER Família Habitação, formando um complexo habitacional de 1.036 residências.

As casas

As unidades habitacionais do Condomínio Jatobá possuem dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.

A área comum oferece infraestrutura completa, com playground, área de lazer, churrasqueira, piscina e redário.

Participaram do evento o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dimorvan Brescancim, a chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Mariel Antonini; deputados estaduais e o representante da Caixa Econômica Federal, Eduardo Júnior.

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SER Família Habitação

Atualmente, 6.299 unidades habitacionais já foram disponibilizadas pelo Programa SER Família Habitação apenas em Cuiabá, onde os investimentos em subsídios somam R$ 107,8 milhões.

Em todo Mato Grosso, mais de 45 mil unidades habitacionais já foram viabilizadas, com investimentos estaduais que ultrapassam R$ 400 milhões.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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