Mato Grosso

Busca por novos mercados e produção sustentável são ferramentas de MT para driblar tarifaço, aponta secretário

Publicado em

Dentre os estados brasileiros, Mato Grosso é um dos que devem sofrer menos com os impactos com o chamado tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a produtos brasileiros. A avaliação é do secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, em entrevista ao vivo para o Jornal da Record News na noite de terça-feira (13.8). Segundo ele, apenas 1,5% das exportações do estado têm como destino o mercado norte-americano.

“Temos alguns produtos mais afetados, como madeira, ouro e subprodutos da carne, mas a carne bovina, por exemplo, tem apenas 7% de sua exportação voltada aos Estados Unidos”, explicou. Ele destacou que Mato Grosso mantém como principais parceiros comerciais países da Ásia e do Oriente Médio, e que a retirada da vacinação contra febre aftosa abre portas para mercados mais exigentes, como Japão, Coreia e União Europeia.

De janeiro a junho de 2025, o saldo da balança comercial mato-grossense foi de US$ 14,6 bilhões, o equivalente a 45% do total exportado pelo Brasil no período.

Leia Também:  Safra de grãos de MT deve crescer 45% em 7 anos; investimentos em logística garantem escoamento

“Somos o maior produtor nacional de soja, milho, algodão, etanol de milho, gergelim e também detemos o maior rebanho bovino do país, com uma produção feita de forma sustentável. Preservamos 60% do território estadual e temos legislação ambiental rigorosa, que cumprimos à risca”, afirmou.

Entre as iniciativas nessa área, Miranda citou o projeto em tramitação na Assembleia Legislativa que prevê a rastreabilidade completa da carne, desde o nascimento do bezerro até o abate, além do combate intensivo ao desmatamento e às queimadas ilegais.


A busca por novos mercados é prioridade do governo estadual. Em 2025, três destinos inéditos já receberam carne produzida em Mato Grosso, como o México. Ao todo, são 77 destinos. Para reforçar a estratégia, o estado está lançando a Invest Mato Grosso, agência de promoção comercial e atração de investimentos administrada pela iniciativa privada.

O secretário também ressaltou o esforço para agregar valor às commodities por meio da industrialização, uma meta estabelecida pelo governador Mauro Mendes.

“Temos incentivos fiscais sem burocracia, segurança jurídica e uma política agressiva de atração de indústrias. Hoje, cerca de 40% do milho produzido já é processado no estado para etanol, e avançamos na implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, que terá acesso estratégico pelo Rio Paraguai”, disse.

Leia Também:  Escola de Governo abre 330 vagas para curso Noções de Administração do Trabalho

Miranda concluiu que o cenário global, marcado por tarifas e rearranjos comerciais, exige eficiência e competitividade.

“O desafio é manter os clientes tradicionais, conquistar novos e mostrar ao mundo que Mato Grosso produz com responsabilidade ambiental e qualidade reconhecida”.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Mato Grosso

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

Published

on

A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

Leia Também:  Indústria mato-grossense registra segunda maior alta do país em março e avança no acumulado do ano

Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

Leia Também:  Taça das Favelas: Seleções de Mato Grosso entram em campo nesta quinta-feira (03)

Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA