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Audiências Públicas em Carlinda e Nova Canaã do Norte apresentam plano de melhorias nas MTs 320 e 208

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As audiências públicas realizadas nesta quarta-feira (19.3), em Carlinda e Nova Canaã do Norte, apresentaram à população o plano de melhorias para os perímetros urbanos das rodovias MT-320 e MT-208.

O evento, promovido pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) e a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), visa a implementação de obras que devem ser realizadas entre 2025 e 2027.

Durante os encontros, a Concessionária Via Brasil detalhou o plano de ampliação e melhorias, que inclui a construção de baias para ônibus com abrigo duplo e passeios em concreto, visando aumentar o conforto dos passageiros.

Além disso, serão construídas intersecções do tipo rotatória e serão instaladas travessias para pedestres com redutores eletrônicos de velocidade, que contribuirão para a segurança no trânsito das rodovias que cortam e margeiam as cidades.

A Ager-MT e Sinfra trabalharão em conjunto para garantir que as melhorias sejam entregues conforme o cronograma estipulado no plano de exploração rodoviária, anexo ao contrato de concessão nº 001/2019/00/00-SINFRA com a Via Brasil MT-320 Concessionária de Rodovias S.A.

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Durante o encontro, o presidente da Ager-MT, Luis Nespolo, agradeceu a participação ativa da população e reforçou a importância da transparência e do diálogo para a gestão pública eficiente. Ele destacou que a Agência está comprometida em garantir que a sociedade tenha acesso a informações claras e possa acompanhar o andamento das obras.

“Quero destacar que a Ager-MT está sempre de portas abertas. seguimos trabalhando para que a regulação seja cada vez mais eficiente e alinhada às necessidades da sociedade”, declarou.

O diretor regulador de Transportes e Rodovias da Ager-MT, José Ricardo Elias, também ressaltou a importância das audiências públicas para ouvir as necessidades da comunidade e garantir que as obras atendam às demandas locais.

Ele lembrou que, conforme o contrato de concessão, a realização das audiências públicas é obrigatória antes da execução das obras de travessia urbana. “Essa audiência é de suma importância, pois nela são debatidas e recebidas as sugestões de toda a comunidade”, afirmou.

Além da população, participaram das audiências prefeitos, vereadores e representantes de sindicatos rurais e associações locais. O ciclo de audiências públicas segue até esta quinta-feira, 20 de março, com a próxima etapa em Colíder (a 633,1 km de Cuiabá). Todos os eventos são transmitidos ao vivo pelo canal da Ager-MT no YouTube. Confira aqui.

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*Com supervisão de texto de Nayara Takahara.

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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