Mato Grosso

“A população aqui está feliz porque as obras têm fomentado o turismo”, afirma empresário

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O empresário Tarso Lopes, da Pousada Pantanal Norte, afirmou que os investimentos do Governo do Estado por meio das obras do píer do Rio Mutum e da Orla de Santo Antônio de Leverger “têm fomentado o Turismo na região”.

Nessa sexta-feira (07.3), o governador Mauro Mendes vistoriou ambas as obras, junto com o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia.

“Eu moro aqui no Pantanal, e esse anos nós estamos felizes, a população está feliz porque essas obras têm fomentado o turismo. Temos a estrada asfaltada até o píer, também a estrada do Pantanal, e estamos ganhando também a Orla de Santo Antônio, que é maravilhosa”, disse Tarso.

Ainda conforme o empresário, a Lei da Pesca também tem ajudado a atrair turistas para a região.

“Mato Grosso é muito melhor que a Argentina, mas o povo vai pescar lá, e nós temos que trazer esse pessoal para cá. A lei da pesca melhorou muito isso. Hoje pega peixe em Mato Grosso. Hoje tem peixe. Todo mundo que vem aqui pega dourado. Fazer a coisa correta dá trabalho, tem que ter persistência, tem que ter coragem, tem que ter peito, e o senhor teve peito”, registrou.

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O píer está sendo construído às margens do Rio Mutum, na região conhecida como Pantanal de Barão de Melgaço. Com investimento superior a R$ 4 milhões, a obra está com 90% de execução e contará com um pier de 105 m², um restaurante com ambiente externo, salão interno e área de descanso, além de dois estacionamentos.

De acordo com o governador, o objetivo é fortalecer o turismo em uma área que conta com dezenas de pousadas, próxima ao distrito de Mimoso e das baías de Chacororé e Siá Mariana.

“Eu diria que mais de 90% dos cidadãos que moram na Baixada Cuiabana não conhecem essa beleza que é Chacororé e Sia Mariana, uma das maiores baías de água doce do Brasil. Nós precisamos dar a oportunidade para que as pessoas, com facilidade, acessem essa beleza natural. Com a construção desse pier no Rio Mutum, as pessoas vão chegar de asfalto, ter local para parar o seu carro, pegar um barco, pagar um passeio de meio dia, de um dia e um almoço em uma das pousadas que tem por ali. Com certeza vai ser um passeio muito agradável para as famílias cuiabanas e para qualquer turista que queira ter uma pequena, mas rápida e boa experiência do Pantanal”, pontuou Mauro.

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Além do pier, também está em obras na região a Orla de Santo Antônio de Leverger, com 80% de execução. A orla terá uma área total de 12,8 mil metros quadrados, com calçadão, dois bares, playground coberto, ambientes de convivência, arborização e iluminação, para que o espaço possa ser utilizado no período noturno.

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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