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Vorcaro mudou viagem para Dubai após troca de mensagens com Moraes, segundo PF

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Uma mensagem enviada por Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, passou a integrar a investigação da Polícia Federal sobre os últimos dias do ex-controlador do Banco Master antes de sua prisão.

Segundo documentos obtidos pela defesa de Vorcaro e analisados pela PF, ele antecipou a viagem para Dubai pouco antes de ser preso, em 17 de novembro. A mudança teria ocorrido após uma troca de mensagens com Moraes.

Às 18h22 do sábado, 15 de novembro, dois dias antes da prisão, Vorcaro questionou o ministro sobre a possibilidade de deixar o Brasil já na segunda-feira.

“Acha que segunda já tenho que estar fora?”, escreveu o então banqueiro, segundo informações extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro.

A mensagem chama atenção dos investigadores porque foi enviada às vésperas da prisão e coincide com a alteração dos planos de viagem para Dubai.

Os documentos foram obtidos pela defesa de Vorcaro e posteriormente analisados pela Polícia Federal. O conteúdo das mensagens passou a fazer parte do conjunto de informações examinadas pelos investigadores para reconstruir os acontecimentos que antecederam a prisão.

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A sequência dos fatos, incluindo o motivo da antecipação da viagem e o contexto da conversa com Moraes, deverá ser esclarecida no decorrer das investigações.

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Afastamento do chefe da PF faz aliado de Lula pedir reação contra Mendonça e Conselho da República

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A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, abriu uma nova frente de tensão entre instituições e levou um integrante da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a defender uma reação política do governo.

O advogado Marco Aurélio Carvalho, que integra a campanha de Lula à reeleição, afirmou que o presidente deveria convocar o Conselho da República para discutir o cenário e também se reunir “com urgência” com o presidente do STF, ministro Edson Fachin.

Na avaliação de Carvalho, a medida adotada por Mendonça configura uma “crise institucional de grandes proporções”. Ele defendeu ainda que o governo recorra ao plenário do Supremo antes mesmo de cumprir a decisão.

“O Governo deve recorrer ao plenário da Corte, antes inclusive de cumprir a decisão, dada a gravidade da medida. O presidente Lula deve se reunir com urgência com o Ministro Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal. É a própria Democracia que está em jogo”, declarou.

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O advogado também citou o Conselho da República como instrumento constitucional que poderia ser acionado diante da atual crise. O colegiado é um órgão de consulta do presidente em temas considerados relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.

Previsto no artigo 89 da Constituição Federal e regulamentado pela Lei nº 8.041, de 1990, o Conselho da República tem entre suas atribuições opinar sobre situações como intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio, além de questões consideradas relevantes para a estabilidade das instituições.

O órgão é presidido pelo presidente da República e conta ainda com o vice-presidente, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, líderes da maioria e da minoria das duas Casas do Congresso e o ministro da Justiça, entre outros integrantes previstos na Constituição.

A manifestação ocorre no mesmo momento em que Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF por 90 dias e o afastamento temporário do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

A decisão também determinou que a Corregedoria da Polícia Federal instaure investigações para apurar possíveis irregularidades relacionadas à produção e utilização de documentos de inteligência.

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Até o momento, a convocação do Conselho da República não foi anunciada oficialmente pelo Palácio do Planalto. A medida aparece, por enquanto, como uma sugestão apresentada por Carvalho diante do agravamento da crise envolvendo o STF e a Polícia Federal.

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