CIDADES

Funcionários da Caixa aderem à greve nacional e suspendem atendimento em Cuiabá

Publicado em

As agências da Caixa Econômica Federal em Cuiabá amanheceram sem atendimento nesta quinta-feira (10), após funcionários da instituição aderirem à greve nacional da categoria. O movimento não tem prazo definido para terminar e ocorre em meio às negociações entre representantes dos trabalhadores e o banco.

A paralisação ganhou força após a proposta apresentada nas negociações ser rejeitada em assembleias realizadas em diferentes regiões do país. Mais de 90% das bases sindicais votaram contra os termos apresentados.

Em Mato Grosso, um dos principais pontos questionados pelos trabalhadores envolve o Saúde Caixa, plano de saúde destinado aos empregados. Além disso, a categoria reivindica mudanças em outros pontos que vêm sendo discutidos com a instituição desde junho.

O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e do Ramo Financeiro de Mato Grosso (SEEB-MT), João Dourado, afirmou que o resultado das assembleias demonstra a insatisfação da categoria com as condições apresentadas.

“A proposta foi rejeitada nas assembleias, especialmente em relação ao Saúde Caixa, mas também há uma extensa lista de reivindicações apresentada para o banco desde junho”, afirmou Dourado.

Leia Também:  Idoso bate em carreta parada e morre na hora

Em meio à mobilização, representantes da Caixa e da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) voltaram à mesa de negociação nessa quarta-feira (9), em São Paulo. O encontro terminou sem uma nova proposta, mas as partes decidiram manter as tratativas.

Outra reunião foi marcada para a manhã desta quinta-feira (10). Caso o banco apresente novas condições, o conteúdo deverá ser submetido à avaliação dos trabalhadores em novas assembleias.

A Caixa também comunicou que, após a rejeição da proposta pela categoria e diante das regras estabelecidas após a reforma trabalhista, a Convenção Coletiva e o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico não estão vigentes atualmente.

Até que haja um entendimento entre as partes e uma nova deliberação dos trabalhadores, a greve continua por tempo indeterminado. O sindicato orienta os funcionários a acompanharem os canais oficiais da entidade para obter informações sobre os próximos passos da negociação.

Advertisement

CIDADES

Mãe morre após esperar atendimento psicológico e família questiona demora do SUS

Published

on

 

 

Uma família de Cuiabá recebeu uma autorização para consulta psicológica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quase dois anos depois de a paciente morrer. O caso foi relatado pela jornalista Janaira Soares, filha de Sidelaia Paula da Silva Soares, que tirou a própria vida enquanto aguardava atendimento na rede pública.

Segundo Janaira, a mãe havia procurado atendimento médico, passado por consulta com clínico e recebido encaminhamento para psicologia. O pedido teria entrado no sistema de regulação da Prefeitura de Cuiabá, mas a consulta não foi disponibilizada a tempo.

O episódio veio à tona após Janaira publicar um desabafo nas redes sociais. Emocionada, ela questionou a demora para que a mãe tivesse acesso ao atendimento psicológico solicitado.

“A depressão matou minha mãe, mas o sistema público de saúde de Cuiabá também tem culpa”, afirmou a jornalista na publicação.

A declaração representa a avaliação da filha sobre o caso. A reportagem não estabelece relação causal entre a demora no atendimento e a morte de Sidelaia.

Autorização chegou quando paciente já havia morrido

De acordo com Janaira, a família recebeu no dia 15 de julho uma mensagem da Unidade de Saúde da Família (USF) Parque Cuiabá informando que a consulta de Sidelaia havia sido autorizada.

A mensagem indicava atendimento para o dia 24 de julho de 2026, às 8h, em um centro especializado, e orientava a família a procurar a unidade de saúde para retirar o documento referente ao procedimento.

Leia Também:  AgroFestival aproxima campo e cidade e projeta impacto de R$ 15 milhões na economia de Cuiabá

O problema é que Sidelaia já havia morrido.

A própria filha relata que a solicitação pelo atendimento havia ocorrido meses antes da morte da mãe. Segundo ela, a família chegou a oferecer a possibilidade de tratamento particular, mas Sidelaia preferiu aguardar o atendimento pelo SUS.

Janaira conta que a mãe tinha resistência em relação ao tratamento psicológico e ao uso de medicamentos, associando essas alternativas a pessoas com problemas mentais graves. Ainda assim, segundo a filha, ela aceitou procurar ajuda quando percebeu que poderia conseguir atendimento pela rede pública.

Família seguiu o caminho indicado pelo sistema

Conforme o relato, Sidelaia teria cumprido as etapas necessárias para conseguir o atendimento: procurou uma unidade de saúde, passou por avaliação médica, recebeu encaminhamento e entrou na fila de regulação.

A autorização, porém, somente teria sido emitida posteriormente.

“Mesmo sabendo que o tratamento não garantiria que ela não atentaria contra a própria vida, o sentimento é terrível, um sentimento de tristeza, um sentimento de impotência”, relatou Janaira.

Para a jornalista, o episódio revela uma situação que vai além da história de sua própria família e levanta questionamentos sobre o acesso à saúde mental na rede pública.

“O sentimento é de sofrimento. Por saber que a gente está à mercê de um sistema de saúde que é lindo nas propagandas, mas que não funciona”, afirmou.

Leia Também:  Festival do Chocolate 2026 reuniu solidariedade, sustentabilidade, cultura e negócios em Cuiabá

Caso levanta discussão sobre acesso à saúde mental

A história expõe uma questão sensível: o intervalo entre a busca por atendimento e a efetiva oferta de uma consulta psicológica pela rede pública.

O caso também chama atenção porque a autorização enviada à família indicava uma data de atendimento posterior à morte da paciente.

A reportagem procurou a Prefeitura de Cuiabá para esclarecer quando o pedido de atendimento foi registrado, quanto tempo permaneceu em regulação, quais foram os motivos da demora e se houve algum problema no processo de encaminhamento.

Até a publicação, a Prefeitura não havia apresentado posicionamento sobre o caso.

O espaço permanece aberto para manifestação da administração municipal.

CVV

Pessoas que estejam enfrentando sofrimento emocional intenso ou pensamentos suicidas podem buscar ajuda pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188, gratuitamente, 24 horas por dia. O serviço também oferece atendimento pelos canais oficiais do CVV.

anaiara.

ensamentos suicidas podem buscar ajuda pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo telefone 188, gratuitamente, 24 horas por dia. O serviço também oferece atendimento pelos canais oficiais do CVV.

 

 

 

 

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA