A candidata ao Senado Janaína Riva (MDB) respondeu nesta quarta-feira (9) às críticas feitas pela ex-delegada da Polícia Civil Ana Cristina Feldner, que deixou a primeira suplência da chapa em 15 de agosto e foi substituída por Aluizo Lima (PRD), assessor da parlamentar.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Feldner afirmou ter se sentido desrespeitada e desmerecida durante o período em que integrou a chapa. Ela também questionou se teria sido vítima de violência política de gênero e declarou que Janaína não a representa como mulher.
Ao comentar o episódio, Janaína negou ter conduzido a mudança de forma desonesta e afirmou que a condição temporária da participação de Feldner havia sido informada desde o convite para integrar a chapa.
“O que eu precisava expliquei desde o início, então da minha parte não teve nenhuma desonestidade”, afirmou a candidata ao MidiaNews.
Segundo Janaína, a vaga de suplente pertencia ao Podemos e havia sido definida em articulação com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi. Como não haveria tempo hábil para realizar a substituição antes do registro da chapa, Feldner teria sido convidada para ocupar a posição inicialmente.
“Quando eu convidei a Ana para ser suplente, eu disse a ela que seria temporário, porque eu não havia tempo hábil para poder fazer a troca de suplência. A suplência era do partido Podemos. Eu tinha dois suplentes definidos com o presidente Max Russi”, explicou.
“Ela disse que sim”
Janaína afirmou ainda que a própria ex-delegada teria concordado com a participação por um período determinado.
“Eu disse a ela que seria temporário e perguntei se ela toparia ser candidata por período determinado. E ela disse que sim”, relatou.
A candidata ao Senado também disse que conversou com Feldner após a substituição e que, até então, as duas mantinham uma relação amistosa.
Segundo Janaína, a ex-delegada chegou a manifestar a expectativa de continuar na chapa, mas essa possibilidade, de acordo com a emedebista, nunca teria sido apresentada como definitiva.
“Ela havia dito para mim que nutria uma expectativa, que havia sido criada por uma assessora que tenho, de que talvez ela poderia ficar. Mas eu falei: olha, mas para mim nada mudou. Desde o começo eu falei que eu precisaria depois fazer a substituição”, afirmou.
Janaína evita confronto
Apesar das críticas públicas feitas por Feldner, Janaína adotou tom mais conciliador ao comentar o episódio. A candidata disse que não pretende questionar a forma como a ex-delegada se sentiu e afirmou que, por também ser mulher, prefere acolher a situação em vez de partir para um confronto.
“Eu lamento muito, mas eu não vou fazer nenhuma ofensa, nenhum ataque. Campanha é isso mesmo, a gente tem que estar preparado para esse tipo de coisa”, concluiu.
A troca na primeira suplência acrescenta um novo episódio às articulações da disputa pelo Senado em Mato Grosso, em uma eleição marcada pela movimentação de partidos e pela composição das chapas que disputarão as duas vagas destinadas ao Estado.