Agronegócio

Supersafra de arroz pressiona preços e setor cobra ação do governo

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A estimativa de uma colheita recorde de 12,14 milhões de toneladas de arroz na safra 2024/2025 — alta de 14,8% em relação ao ciclo anterior — acendeu o alerta na cadeia produtiva do grão. Com os preços pagos ao produtor em queda livre, entidades do setor se reuniram nesta sexta-feira (06.06) com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Porto Alegre, para cobrar medidas que evitem uma crise mais profunda.

O receio é que a combinação entre excesso de oferta, mercado interno saturado e falta de mecanismos de escoamento provoque um colapso de rentabilidade no campo. A médio prazo, o cenário pode desestimular o cultivo e comprometer a estabilidade do abastecimento nacional, pressionando também o consumidor.

Entre as reivindicações levadas à estatal, estão políticas públicas de suporte à comercialização, como formação de estoques reguladores, compras governamentais e estímulo às exportações. A Conab se comprometeu a organizar, na próxima semana, uma reunião interministerial em Brasília para buscar alternativas.

O setor defende um reequilíbrio urgente dos preços, sob risco de deterioração de toda a cadeia produtiva. Para produtores e indústrias, a intervenção do governo é decisiva para garantir previsibilidade, renda e estabilidade ao longo do ano.

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Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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