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Sindicato Rural de Jaciara promove curso de Operação de Implementos Tratorizados em parceria com Senar-MT

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Com o intuito de aprimorar as habilidades de futuros profissionais do campo e prepará-los para o mercado de trabalho de Mato Grosso, o Sindicato Rural de Jaciara, em parceria com o Senar-MT, realizou o curso de “Operação de Implementos Tratorizados – Preparo e Correção do Solo”, entre os dias 20 e 24 de janeiro. O evento ocorreu no Centro de Treinamentos (CT) de Rondonópolis e contou com a participação de vários alunos interessados em expandir seus conhecimentos sobre a mecanização agrícola.

O instrutor Wanderley Gusmão, responsável pela formação dos alunos, destacou que o curso teve tanto uma parte teórica quanto prática. “Na parte teórica, abordamos desde o conceito inicial da mecanização agrícola até os dias atuais, quando o uso de tecnologias embarcadas e o conceito de agricultor de precisão são fundamentais. A adequação do trator e implemento é essencial para que possamos fazer a recomendação correta do conjunto de máquinas”, explicou Gusmão.

Durante a prática, os alunos trabalharam com implementos como a grade intermediária, utilizada na primeira demão nas áreas de trabalho, e a grade niveladora, que garante o acabamento do solo. Além disso, também foi abordada a operação de um distribuidor de fertilizantes, com a distribuição de cloreto de potássio, e a correta regulagem desse equipamento.

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O curso também proporcionou aos participantes a oportunidade de conhecer diferentes modelos de tratores, com a parceria da marca New Holland, que cedeu um trator de porte médio e um de porte pequeno para as aulas práticas. “Dentro do curso, trabalhamos com dois tipos de trator para que os alunos tenham uma visão ampla sobre as opções que podem ser utilizadas no preparo e correção do solo”, completou Gusmão.

Gilvane dos Reis Gomes, aluno do curso, falou sobre a importância de se qualificar no setor. “Escolhi fazer este curso para me aprimorar e ter mais oportunidades no mercado de trabalho. O agronegócio em Mato Grosso está em plena expansão e, com os conhecimentos adquiridos, posso me destacar no campo”, afirmou Gilvane.

A presidente do Sindicato Rural de Jaciara, Juliana Bortolini, destacou a relevância dessa capacitação. “Este curso é uma excelente oportunidade para que os profissionais do setor agrícola se capacitem e atendam a uma demanda crescente do mercado. A qualificação é essencial para o sucesso do agronegócio em nossa região e, com isso, conseguimos fortalecer o setor e gerar mais empregos e renda para a nossa comunidade”, disse Juliana.

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Andrea Nascimento, mobilizadora sindical do Sindicato Rural de Jaciara, falou sobre os planos de 2025. “Neste ano, o sindicato irá oferecer diversos cursos com o principal objetivo de capacitar a mão de obra para o campo. Além disso, também vamos atender àqueles que desejam empreender, sempre com foco no desenvolvimento do setor agrícola em nossa região”, destacou Andrea.

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Agronegócio

Projeto que dá poder de veto ao Mapa contra ‘canetadas’ ambientais avança na Câmara

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5900/2025, uma proposta que cria um “freio de arrumação” na edição de normas federais e estabelece uma etapa obrigatória de avaliação técnica para qualquer medida que impacte o agronegócio.

Fruto de uma articulação direta da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o texto determina que regras sobre produção, cultivo, manejo, transporte ou comercialização no campo passem pelo crivo prévio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida ataca a insegurança jurídica que vinha travando licenças ambientais e linhas de crédito rural no País.

O projeto, de autoria do presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, traz como principal trunfo o caráter vinculante da manifestação do Mapa. Na prática, a análise econômica e de abastecimento feita pela pasta da Agricultura terá peso decisivo. Atos federais editados por outros órgãos (como o Ministério do Meio Ambiente ou Ibama) sem essa consulta prévia perderão a validade jurídica em relação às atividades produtivas afetadas.

A movimentação da FPA ocorreu em resposta a um gargalo que vinha tirando o sono dos produtores: o enquadramento de espécies de altíssima relevância econômica em regimes regulatórios restritivos por órgãos ambientais, tratando culturas tradicionais quase como ameaças ou invasoras.

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A coordenação de Meio Ambiente da bancada, que relatou o projeto por meio do deputado Pezenti (MDB-SC), sustentou que a falta de uma análise técnica integrada vinha gerando prejuízos severos na base produtiva, dificultando a renovação de licenças e fazendo com que bancos questionassem a liberação de custeio. Com o texto costurado pela frente parlamentar, ficam protegidas contra restrições surpresas cadeias como:

  • Aquicultura e Pesca: Cultivos de tilápia, tambaqui e camarão cinza;

  • Silvicultura: Florestas plantadas de eucalipto e pinus;

  • Fruticultura Tropical: Pomares de manga, goiaba e outras variedades;

  • Pecuária: Pastagens de brachiaria, base da carne bovina nacional.

A tese defendida pela FPA é de que a conservação ambiental e a produção agropecuária não são agendas excludentes, mas complementares. O foco do trabalho institucional foi blindar quem produz de normas redigidas por corpos burocráticos sem diálogo com a realidade prática do campo.

Para garantir que a proposta não fosse derrubada por vício de iniciativa (quando o Legislativo tenta interferir diretamente na estrutura interna do Poder Executivo), a FPA desenhou uma estratégia jurídica rigorosa no substitutivo aprovado em Plenário.

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Em vez de propor alterações na lei de organização dos ministérios, a bancada deslocou a nova regra diretamente para a Lei nº 8.171/1991, que institui a Política Agrícola Nacional. Essa engenharia jurídica protege o projeto contra futuros questionamentos nos tribunais e consolida a coordenação institucional como um princípio definitivo da política de Estado para o campo. A aprovação foi defendida pelos membros da frente como uma qualificação da tutela ambiental, obrigando o governo federal a sentar à mesa de forma coordenada antes de emitir qualquer portaria ou decreto normativo.

A aprovação do projeto pela Câmara representa uma vitória institucional robusta para a FPA e sinaliza estabilidade para o planejamento de longo prazo do setor, fator essencial para o fechamento de contratos internacionais e atração de capital privado para o agro.

Ao exigir uma análise de impacto socioeconômico antes de qualquer nova exigência regulatória, a medida estruturada pela bancada visa evitar o desabastecimento, proteger postos de trabalho no interior e impedir o encarecimento de alimentos fundamentais na mesa dos brasileiros. O texto segue agora para as próximas etapas de tramitação no rito legislativo.

Fonte: Pensar Agro

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