Agronegócio

Showtec de Maracaju projeta R$ 600 milhões em negócios

Publicado em

Com área de exposição de 120 mil metros quadrados, mais de 150 expositores e público estimado em 25 mil visitantes, o Showtec se mantém como um dos principais eventos técnicos do agronegócio brasileiro. Realizado em Maracaju (cerca de 160 km da capital, Campo Grande),em Mato Grosso do Sul, a feira espera movimentar cerca de R$ 600 milhões em negócio.

Organizado pela Fundação MS, o evento reúne empresas, pesquisadores e produtores em torno da difusão de tecnologias aplicadas à produção agrícola. Na prática, a feira funciona como vitrine de cultivares, sistemas de manejo, soluções sustentáveis e máquinas, com foco em ganho de produtividade e eficiência no uso de insumos.

A programação técnica é estruturada por áreas temáticas ao longo dos dias, com palestras conduzidas por especialistas e demonstrações práticas em campo. Esse formato permite ao produtor avaliar, em condições próximas à realidade, o desempenho de tecnologias antes de incorporá-las ao sistema produtivo.

Mais do que exposição, o evento cumpre papel estratégico na transferência de conhecimento. Em um cenário de custos elevados e maior exigência por eficiência, a adoção de tecnologia passou a ser determinante para margem no campo. Nesse contexto, feiras como o Showtec funcionam como ponto de convergência entre pesquisa aplicada e decisão produtiva.

Leia Também:  Feicorte quer repetir o sucesso como maior feira de gado de corte da América Latina

A presença de empresas de insumos, genética, máquinas e serviços amplia o escopo da feira, criando um ambiente voltado à geração de negócios e ao intercâmbio técnico. A expectativa de movimentação financeira reflete não apenas vendas diretas durante o evento, mas também negociações iniciadas no local e concluídas ao longo da safra.

Sede do evento, Maracaju se consolidou como uma das principais regiões produtoras de grãos do Mato Grosso do Sul. O município combina alta produtividade com elevado nível de tecnificação, especialmente nas culturas de soja e milho, além da integração com a pecuária.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Agronegócio

Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

Published

on

O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

Leia Também:  Feicorte quer repetir o sucesso como maior feira de gado de corte da América Latina

Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

Leia Também:  Agrishow 2025 fecha com recorde de “intenções de negócios”

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA